IGP-M recua 0,01% em dezembro e encerra 2025 com deflação de 1,05%, revela FGV
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma leve deflação de 0,01% em dezembro de 2025, fechando o ano com uma queda acumulada de 1,05%. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e reflete a desaceleração em seus componentes, como IPA-M, INCC-M e IPC-M. Essa deflação anual, divulgada pela FGV, pode trazer alívio nos reajustes contratuais, como aluguéis, no Amazonas e em Manaus.
Tucupi

Destaque
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), indicador fundamental amplamente utilizado para o reajuste de diversos contratos, notadamente os de aluguel e tarifas em território nacional, incluindo os vigentes no Amazonas e em Manaus, finalizou o ano de 2025 em território negativo. Dados oficiais divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta última segunda-feira, 29 de dezembro, apontam que o índice sofreu uma deflação de 0,01% durante o último mês do ano. Este desempenho contrariou as projeções da maioria dos analistas do mercado financeiro, que inclinavam-se por uma ligeira alta, com a mediana das estimativas indicando um avanço de 0,17%. A leve contração observada em dezembro sucede um aumento de 0,27% registrado em novembro, sinalizando uma perda significativa de ritmo na pressão inflacionária ao longo do período recente, marcando um final de ano inesperado para o indicador.
O impacto mais concreto dessa notícia reside na variação acumulada anual. Com a pequena queda em dezembro, o IGP-M fechou 2025 com uma retração total de 1,05%. Este índice de deflação anual representa o valor mais baixo registrado para o indicador desde o ano de 2023, quando houve uma queda de 3,18%, consolidando um arrefecimento notável nos custos gerais ao longo do período analisado, especialmente em comparação à alta substancial de 6,54% verificada no ano anterior (2024). Para os consumidores e o setor imobiliário de Manaus e do estado do Amazonas, uma deflação anual no IGP-M é um fator positivo, pois geralmente resulta em reajustes mais brandos, ou até mesmo em reduções, nos valores de aluguéis residenciais e comerciais, oferecendo um alívio momentâneo nas despesas atreladas a contratos indexados a este indicador econômico, conforme reportado pelo Jornal de Brasília.
De acordo com o detalhamento fornecido pela FGV, a desaceleração de dezembro foi um fenômeno generalizado, abrangendo os principais subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado (IPA-M), que mede a variação dos custos no atacado e serve como um termômetro da inflação na ponta inicial da cadeia produtiva, inverteu a trajetória e recuou 0,12%, após ter apresentado alta de 0,27% no mês anterior. Em paralelo, o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) demonstrou um crescimento mais contido, atingindo 0,21%, uma desaceleração em relação aos 0,28% apurados em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M), que traduz a inflação sentida diretamente pelas famílias, também arrefeceu de forma contida, marcando 0,24% contra 0,25% no mês precedente. Essa convergência de retrações ou menor crescimento em todos os pilares corrobora o cenário de menor pressão inflacionária capturado pelo índice geral no final de 2025, com base nos dados oficiais da Fundação Getulio Vargas.
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