Teatro do Oprimido percorre o interior do Amazonas com oficinas formativas em janeiro

O projeto de Oficinas Formativas em Teatro do Oprimido, apoiado pelo Governo do Amazonas e pela Política Nacional Aldir Blanc, iniciou uma nova fase em janeiro, levando atividades teatrais gratuitas aos municípios de Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva. O projeto visa a inclusão social e a ampliação do acesso às artes cênicas, focando em públicos vulneráveis, incluindo jovens, adultos em reabilitação e comunidades.

Tucupi

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Teatro do Oprimido percorre o interior do Amazonas com oficinas formativas em janeiro
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Destaque
Com o fomento do Governo do Amazonas, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e do Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, o projeto itinerante “Oficinas formativas em Teatro do Oprimido: possíveis experimentações para narrativas (auto)biográficas no ensino de ciência e a vida” expande suas atividades para o interior do estado durante o mês de janeiro. Esta iniciativa cultural gratuita tem como missão primordial a democratização do acesso às artes cênicas e o robustecimento de ações socioculturais, mirando especificamente populações em contextos de vulnerabilidade social e educativa. As oficinas, fundamentadas na metodologia revolucionária desenvolvida por Augusto Boal, buscam criar espaços de escuta, expressão e fortalecimento coletivo, capacitando os participantes a se tornarem agentes ativos em suas próprias narrativas e realidades. Os municípios selecionados para esta etapa incluem Coari, Iranduba e Rio Preto da Eva, cada um recebendo o projeto com focos específicos de público. Em Coari, a iniciativa atenderá crianças e adolescentes na Associação Pestalozzi, utilizando jogos, improvisações e exercícios de criação cênica intensivos ao longo de dois dias. Já em Iranduba e Rio Preto da Eva, o foco será em populações em processo de reabilitação – jovens, adultos e idosos em Iranduba, e homens e mulheres em Rio Preto da Eva – nas respectivas instituições de tratamento de dependência química e lares terapêuticos. Segundo a coordenadora do projeto, Jackeline Monteiro, o objetivo central é fazer com que a linguagem teatral, muitas vezes inacessível, chegue a esses espaços, promovendo a inclusão social de maneira profunda e transformadora, conforme detalhado no portal oficial do governo estadual. As ações programadas para janeiro dão continuidade a um ciclo virtuoso que já contemplou outras áreas do Amazonas, incluindo Novo Airão, onde o foco foi a preservação ambiental e o território amazônico, e Manaus, que culminou na montagem do espetáculo natalino. O projeto, desenvolvido pelo Coletivo Allegriah e vinculado à pesquisa de mestrado da coordenadora na UEA, ressalta a importância do Teatro do Oprimido como ferramenta catalisadora de reflexão coletiva. O arte-educador Leandro Lopes reforça que a metodologia incentiva o reconhecimento do território e fortalece os laços comunitários, permitindo que cada indivíduo se perceba como protagonista de sua história, um princípio fundamental para o engajamento social e a participação cívica, conforme noticiado pela Secretaria de Cultura do Amazonas.

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