Câmara de Manaus pagou R$ 52,1 mil em salários a Rosinaldo Bual durante seus dois meses de prisão
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) pagou R$ 52,1 mil em salários a Rosinaldo Bual (Agir) referentes a outubro e novembro, período em que o vereador esteve preso. A prisão ocorreu em 3 de outubro, em uma operação do MPAM por suspeitas de peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A CMM não votou o pedido de cassação do vereador, gerando críticas de opositores e especialistas, que questionam a manutenção dos pagamentos e a inação da Casa Legislativa, enquanto outros defendem a presunção de inocência.
Tucupi

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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) efetuou o pagamento de R$ 52,1 mil em salários ao vereador Rosinaldo Bual (Agir) referentes aos meses de outubro e novembro, período em que ele esteve detido. Bual obteve habeas corpus e foi solto na última segunda-feira (16). Sua prisão, em 3 de outubro, foi resultado de uma operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) que investiga suspeitas de peculato, concussão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Sem a votação de um pedido de cassação, o parlamentar ainda deve receber o salário de dezembro e o 13º referentes ao recesso.
A inação da CMM em deliberar sobre a cassação do vereador gerou controvérsia. O vereador Eduardo Alfaia (Avante) justificou a demora, alegando que a ausência de Bual não prejudicou as votações e que a Mesa Diretora optou por preservar o direito à ampla defesa, visto que a denúncia sequer havia sido recebida formalmente. Por outro lado, o vereador Zé Ricardo (PT) criticou a decisão da Mesa Diretora como uma "vergonha" e uma proteção unilateral ao colega acusado de desvio de dinheiro.
O advogado e cientista político Carlos Santiago classificou a não cassação como uma "decisão política", ressaltando que o decoro parlamentar não se vincula diretamente a processos criminais não transitados em julgado. Santiago informou ter solicitado ao Ministério Público que investigue a possível omissão da Mesa Diretora da CMM na condução do caso, conforme despacho do promotor Antonio José Mancilha em 28 de novembro. Além disso, assessores de Bual, cujas funções chegaram a ser suspensas, também constam como beneficiários de pagamentos de verba de gabinete em novembro, segundo a reportagem. (Fonte: A Crítica, https://www.acritica.com/policia/preso-por-dois-meses-rosinaldo-bual-recebeu-r-52-1-mil-em-salarios-pagos-pela-cmm-1.391506)
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