Manaus retorna ao Top 6 das maiores economias do país e lidera entre as regiões Norte, Nordeste e Sul
Manaus retornou ao grupo das seis maiores economias municipais do Brasil em 2023, com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 127,6 bilhões, liderando o ranking entre as regiões Norte, Nordeste e Sul. O desempenho é majoritariamente impulsionado pelas atividades do Polo Industrial de Manaus (PIM), apesar dos desafios como a seca enfrentada no ano anterior. O estado do Amazonas também registrou crescimento nominal.
Tucupi

A capital amazonense de Manaus reconquistou uma posição de destaque no cenário econômico nacional, figurando novamente entre as seis maiores economias municipais do Brasil com base nos dados consolidados do Produto Interno Bruto (PIB) referentes a 2023. Com um valor total de R$ 127,6 bilhões, a cidade não apenas se estabeleceu nesse grupo de elite, mas também manteve sua supremacia como o município com o maior PIB entre as regiões Norte, Nordeste e Sul do país. Esses números, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), reforçam a centralidade da economia manauara no contexto regional e nacional, colocando-a atrás apenas de capitais tradicionais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, e à frente de Maricá (RJ).
Conforme análise de especialistas, como o assessor econômico da Sedecti, Alcides Saggioro, o robusto desempenho econômico de Manaus está intrinsecamente ligado à pujança e à resiliência do Polo Industrial de Manaus (PIM). Saggioro destacou que, mesmo diante de adversidades significativas registradas em 2023, notadamente a grave estiagem que comprometeu o abastecimento de insumos essenciais para a indústria, a articulação entre as ações governamentais do Estado e o setor privado foi crucial para mitigar os impactos e assegurar a recuperação e o fortalecimento do setor produtivo. O crescimento nominal do PIB de Manaus em 2023 atingiu 12,50%, elevando sua participação no PIB estadual para 78,90%, o que evidencia a forte concentração das atividades industriais, comerciais e de serviços na capital, servindo como o principal motor para o avanço do Amazonas como um todo, que registrou um crescimento nominal de 11,47% no mesmo período.
O levantamento também detalha a estrutura econômica do interior amazonense, onde a hierarquia entre os municípios produtores manteve-se relativamente estável. Coari assegurou pela terceira vez consecutiva a posição de segundo maior PIB municipal do estado, somando R$ 3,89 bilhões, embora tenha sofrido uma retração em relação ao ano anterior devido à volatilidade na produção de gás e petróleo. Itacoatiara e Manacapuru seguiram nas posições subsequentes, consolidando a importância econômica de municípios localizados ao longo dos eixos fluviais estratégicos. A Região Metropolitana de Manaus (RMM), composta por 13 municípios, demonstrou sua dominância ao registrar um PIB conjunto de R$ 137,99 bilhões, o que representa 85,29% da economia total do Amazonas, evidenciando a importância do desenvolvimento urbano e infraestrutural concentrado na área metropolitana para a sustentação do desenvolvimento local e regional.
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