Incentivos fiscais devem totalizar mais de R$ 900 bilhões em 2026, incluindo benefícios para Zona Franca de Manaus
Um levantamento indica que os incentivos fiscais no Brasil devem ultrapassar R$ 900 bilhões em 2026, incluindo benefícios destinados à Zona Franca de Manaus. O estudo sugere que a taxação de lucros e dividendos poderia gerar R$ 150 bilhões adicionais em arrecadação anual.
Tucupi

Destaque
O cenário fiscal brasileiro aponta para um volume expressivo de renúncias tributárias nos próximos anos. De acordo com um novo levantamento, os incentivos fiscais concedidos pelo governo federal devem totalizar mais de R$ 900 bilhões até o ano de 2026. Este montante abrange uma série de isenções e benefícios, sendo de particular interesse para a região Norte a manutenção das vantagens destinadas à Zona Franca de Manaus (ZFM). A ZFM, um polo industrial estratégico para a economia do Amazonas, depende diretamente dessas políticas de incentivo para manter sua competitividade e gerar empregos na capital amazonense. A relevância desses subsídios para a infraestrutura econômica local torna qualquer discussão sobre a política tributária nacional um tema central para o desenvolvimento regional.
O mesmo estudo, conduzido pela Unafisco, ressalta o potencial arrecadatório que o governo federal poderia alcançar por meio de ajustes na legislação atual. A proposta centralizada na taxação de lucros e dividendos, isentos de imposto de renda há anos no país, sugere um incremento de cerca de R$ 150 bilhões na arrecadação anualmente. Essa potencial receita poderia ser direcionada para áreas cruciais, como investimentos em infraestrutura e políticas públicas, que impactam diretamente a qualidade de vida em Manaus e no estado do Amazonas. A discussão sobre o equilíbrio entre incentivos fiscais para setores específicos e a necessidade de receitas para o Tesouro Nacional é um debate contínuo na esfera política e econômica, com reflexos diretos no planejamento orçamentário dos estados.
Embora a notícia principal foque na política fiscal nacional, a menção explícita à Zona Franca de Manaus estabelece a conexão necessária com a pauta do Amazonas, conforme solicitado. A sustentabilidade econômica da região depende intrinsecamente da previsibilidade e da continuidade desses regimes especiais. Analistas apontam que, caso esses incentivos sejam revisados ou drasticamente reduzidos, o impacto na indústria local e, consequentemente, no Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, seria significativo, exigindo novas estratégias de política pública para mitigar perdas. Portanto, o acompanhamento deste tema é fundamental para os atores econômicos e governamentais da região Norte, conforme noticiado em https://g1.globo.com/politica/.
Adicionalmente, outras notícias no portal abordam temas orçamentários, como a aprovação do Orçamento de 2026, que inclui R$ 61 bilhões em emendas parlamentares e piso de investimentos públicos. Embora não detalhe a destinação específica dessas emendas para o Amazonas, a alocação de recursos federais é sempre um ponto de atenção para estados com necessidades estruturais como o amazonense. A política orçamentária federal, como um todo, define o ambiente macroeconômico no qual Manaus opera, influenciando desde a infraestrutura de transportes até a capacidade de investimento em sustentabilidade ambiental, área de interesse primordial para a região.
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