Homem é preso em SP por tentativa de feminicídio após atear fogo na companheira em Cubatão
Um homem foi preso em Cubatão, São Paulo, após atear fogo na companheira após uma discussão por ciúmes. A vítima sofreu queimaduras graves, e o agressor foi autuado por tentativa de feminicídio.
Tucupi

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Um grave episódio de violência doméstica chocou a cidade de Cubatão, localizada no litoral de São Paulo, nesta segunda-feira, 29 de dezembro. Um homem foi detido em flagrante após cometer um ato extremo contra sua companheira, ateando fogo nela após uma discussão acalorada. A vítima, uma mulher de 28 anos, sofreu queimaduras de terceiro grau que, segundo os primeiros relatórios médicos, atingiram aproximadamente 75% de sua superfície corporal. Ela foi prontamente socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro Central da cidade, onde seu estado de saúde é classificado como crítico e inspira extrema preocupação. Este ato de selvageria, aparentemente motivado por ciúmes, reacende o debate nacional sobre a recorrência da violência de gênero, exigindo uma resposta imediata e rigorosa das autoridades para garantir a aplicação da lei e a proteção efetiva das mulheres em território brasileiro.
O incidente, registrado durante a madrugada no bairro Jardim Nova República, escalou a partir de um desentendimento inicial do casal, que retornava de uma adega local. De acordo com as informações colhidas pelas autoridades policiais, o estopim teria sido um ato da mulher, que teria jogado álcool nas roupas do companheiro durante a briga. No entanto, em uma reviravolta alarmante, o homem conseguiu tomar o recipiente inflamável, despejou o líquido sobre a parceira e, em seguida, utilizou um fósforo para consumar o ataque criminoso. A brutalidade da cena foi presenciada por ao menos duas testemunhas oculares, que demonstraram notável coragem ao intervir de imediato, utilizando água para cessar as chamas antes de prestar socorro à vítima. Essa reação cidadã foi fundamental para mitigar um desfecho ainda mais trágico para a mulher agredida.
Horas após o ataque e enquanto a vítima lutava pela vida no hospital, o agressor se apresentou à delegacia local, acompanhado por uma das testemunhas, buscando apresentar justificativas para sua conduta. Dada a gravidade inquestionável do ocorrido e a clara tipificação do delito como tentativa de feminicídio, o delegado responsável não hesitou em converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Foi solicitada à Justiça a manutenção do acusado sob custódia, medida considerada crucial para assegurar que ele responda integralmente pelos atos cometidos, sem possibilidade de liberdade provisória. A notícia, originária do Jornal de Brasília, reforça a necessidade urgente de aprimoramento dos mecanismos de segurança pública e de um combate mais incisivo contra as práticas que vitimizam as mulheres, ecoando a necessidade de medidas protetivas mais robustas em todos os estados, incluindo o Amazonas, onde casos semelhantes também são preocupantes.
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