Petroleiros do Norte Fluminense encerram greve após aceitar contraproposta da Petrobras; paralisação segue em outras unidades, incluindo a Amazônia
O Sindipetro-NF, um dos sindicatos de petroleiros filiados à FUP, decidiu suspender sua greve de 16 dias após aceitar uma nova contraproposta da Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Apesar disso, outras unidades sindicais ligadas à FNP, como as do Litoral Paulista, Sergipe/Alagoas e a do Amazonas, mantêm a paralisação ativa enquanto aguardam desdobramentos judiciais.
Tucupi

Destaque
O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) comunicou o fim da paralisação que se estendia por 16 dias, após seus membros aprovarem, em assembleia recente, a contraproposta apresentada pela Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Esta decisão representa um avanço importante, visto que o Sindipetro-NF é uma das maiores bases sindicais vinculadas à Federação Única dos Petroleiros (FUP) no cenário nacional. Contudo, a resolução no Norte Fluminense não encerra o movimento grevista em todo o país. Sindicatos filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), notadamente os do Litoral Paulista, Sergipe/Alagoas e, crucialmente para a região Norte, o sindicato que abrange a Amazônia, optaram por manter o estado de greve, aguardando a deliberação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre seus respectivos dissídios, previsto para ocorrer em breve.
A liderança do Sindipetro-NF, representada pelo coordenador-geral Sérgio Borges, diretor da FUP, enfatizou que a manutenção do estado de assembleia permanente e do estado de greve, mesmo após o acordo, funcionará como um mecanismo de pressão para assegurar o cumprimento integral das cartas-compromisso assinadas com a Petrobras. Borges destacou que a mobilização coordenada permitiu à categoria assegurar ganhos significativos em pautas reivindicatórias centrais para a região do Norte Fluminense. O sindicato conseguiu avanços notáveis na resolução de questões relativas aos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs), na reavaliação de desimplantes vistos como arbitrários, e na garantia de melhorias nos processos de incorporação de trabalhadores na unidade de Cabiúnas. Estes pontos foram cruciais para a aceitação da proposta final pela base.
Um dos pontos mais sensíveis abordados e assegurados no acordo com o Sindipetro-NF foi a garantia explícita de que não haverá retaliações, punições, transferências coercitivas ou modificações no regime funcional de nenhum dos trabalhadores que aderiram à greve. Adicionalmente, foram negociados o tratamento como hora extra do dia de desembarque, a neutralização dos dias paralisados em termos de jornada, e a implementação de benefícios econômicos como o Auxílio Mercado e complementação para o Auxílio Deslocamento. Tais garantias visam estabilizar o ambiente de trabalho pós-conflito, conforme reportagem veiculada pelo Jornal de Brasília, enquanto a pauta da categoria amazônica segue em vias judiciais, dependente de decisão do TST para um desfecho similar.
Comentários
Deixe seu comentário
Carregando comentários...
