Estudo Nacional Revela que Quase Um Quinto dos Brasileiros Já Usou Drogas Ilícitas; Consumo Cresce entre Mulheres Jovens
Um estudo nacional realizado pela Unifesp (Lenad) revelou que 18,7% dos brasileiros já experimentaram drogas ilícitas. O levantamento destaca um aumento preocupante no consumo entre mulheres e a expansão de substâncias sintéticas. A notícia, embora de escopo nacional, tem implicações diretas para a saúde pública e segurança no Amazonas, dada a vulnerabilidade social e os desafios logísticos regionais.
Tucupi

Destaque
Dados alarmantes sobre o uso de substâncias ilícitas no Brasil foram revelados pela atualização do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A pesquisa indica que aproximadamente um em cada cinco cidadãos brasileiros (18,7%) já teve contato com drogas ilícitas ao longo da vida. Este cenário nacional reflete desafios complexos de saúde pública que, inevitavelmente, ecoam nas realidades regionais, como no Amazonas e sua capital, Manaus. Embora o estudo aponte maior prevalência nas regiões Sul e Sudeste, a natureza transnacional do tráfico de drogas e as vulnerabilidades sociais presentes no Norte exigem que as autoridades amazonenses observem atentamente essas tendências para adaptar planos de prevenção e tratamento.
A pesquisa destaca uma mudança preocupante no perfil dos usuários, notadamente o crescimento do consumo feminino e a expansão do uso de estimulantes sintéticos e alucinógenos em ambientes urbanos, fatores que demandam uma resposta coordenada entre as esferas federal, estadual e municipal para mitigar os impactos sociais e de saúde. Um dos achados mais significativos do Lenad III é a escalada do consumo entre as mulheres, com o uso relatado triplicando entre 2012 e 2023 para este grupo demográfico específico. Especificamente na faixa etária juvenil, o consumo de cannabis (maconha) mostrou uma inversão de gênero notável: enquanto caiu entre meninos, aumentou expressivamente entre meninas, que agora registram taxas mais altas de experimentação.
Para estados como o Amazonas, que enfrentam desafios estruturais significativos na oferta de serviços de saúde mental e assistência social, este aumento da vulnerabilidade feminina e juvenil ao uso de substâncias representa uma pressão adicional sobre redes de atendimento já sobrecarregadas. A pesquisadora Clarice Madruga enfatiza a necessidade de priorizar a atenção a esse grupo, indicando que as estratégias preventivas futuras devem ser intrinsecamente sensíveis a questões de gênero e integradas à promoção da saúde mental. O estudo também sublinha a crescente complexidade do mercado de drogas com a expansão de substâncias sintéticas, como Ecstasy e ATS (Estimulantes Sintéticos), que tiveram seus índices de uso ampliados significativamente na última década. Reforça-se, portanto, a importância de manter a vigilância epidemiológica como função permanente do sistema de saúde, fornecendo dados cruciais para que gestores em todo o país, incluindo o Amazonas, possam nortear políticas de atendimento eficazes e baseadas em evidências científicas sólidas, conforme detalhado na fonte (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/um-em-cada-cinco-brasileiros-ja-usou-drogas-ilicitas-aponta-estudo/).
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