BC projeta convergência do IPCA ao centro da meta de 3% no primeiro trimestre de 2028

O Banco Central do Brasil (BC) prevê, pela primeira vez em seu Relatório de Política Monetária (RPM) de dezembro de 2025, que a inflação oficial (IPCA) convergirá para o centro da meta de 3% no primeiro trimestre de 2028. As projeções de inflação foram ligeiramente reduzidas em relação ao relatório anterior, influenciadas por fatores como inflação de curto prazo mais favorável, melhores expectativas e queda nos preços de combustíveis devido ao dólar e petróleo mais baratos.

Tucupi

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BC projeta convergência do IPCA ao centro da meta de 3% no primeiro trimestre de 2028
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Destaque
O Banco Central do Brasil (BC) apresentou uma nova projeção significativa para o controle inflacionário nacional, indicando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses deve atingir o centro da meta de 3% já no primeiro trimestre de 2028. Esta previsão, detalhada no Relatório de Política Monetária (RPM) referente ao quarto trimestre de 2025, marca a primeira vez que a autoridade monetária sinaliza de forma tão clara o alcance desse patamar meta estabelecido para o controle de preços. De acordo com o cenário de referência divulgado pelo BC nesta quinta-feira, 18, a trajetória inflacionária aponta para uma desaceleração progressiva nos próximos anos. O IPCA, que fecharia 2025 em 4,4%, cairia para 3,6% entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2026, estabilizando-se em 3,5% ao final do ano seguinte. As projeções continuam a ceder, chegando a 3,2% no primeiro ao terceiro trimestre de 2027 e finalizando em 3,1% no fim daquele ano, culminando nos 3,0% esperados para o início de 2028. Essas estimativas representam uma leve melhora, sendo entre 0,1 e 0,5 ponto percentual menores em comparação com as apresentadas no relatório de setembro daquele ano. A instituição atribuiu essa revisão para baixo a um conjunto de fatores macroeconômicos favoráveis. O BC destacou, em sua análise, o comportamento mais otimista da inflação observada no curto prazo, a consolidação de expectativas inflacionárias mais moderadas por parte do mercado e, de forma relevante, a redução nos custos de combustíveis, impulsionada pela desvalorização cambial e pela queda nos preços internacionais do petróleo. Contudo, a autoridade monetária ponderou que o efeito de alta no hiato do produto (a diferença entre a produção efetiva e a potencial da economia) impediu uma queda ainda mais acentuada nas projeções inflacionárias gerais. Para além do IPCA geral, as projeções segmentadas também foram detalhadas, mostrando a evolução esperada para os preços livres e administrados. A inflação de preços livres é esperada em 4,0% no fechamento de 2025, caindo para 3,6% em 2026 e 3,1% em 2027, atingindo 3,0% em meados de 2028. Já os preços administrados, historicamente mais voláteis, devem ficar em 5,3% no fim de 2025, mas em trajetória de convergência para 3,2% em 2026 e 2027, alcançando também a meta de 3,0% no segundo trimestre de 2028. As informações completas foram fornecidas pelo Estadão Conteúdo e publicadas pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/bc-preve-convergencia-do-ipca-ao-centro-da-meta-de-3-no-primeiro-trimestre-de-2028/).

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