Correios Estuda Abertura de Capital e Obtém Empréstimo de R$ 12 Bilhões para Reestruturação Financeira

Os Correios anunciaram um complexo plano de reestruturação para reverter os déficits financeiros acumulados desde 2022. As medidas incluem o estudo para abertura de capital, transformando a estatal em sociedade de economia mista, o fechamento de mil agências, cortes de despesas e a contratação de um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos para garantir liquidez imediata e cumprir obrigações.

Tucupi

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Correios Estuda Abertura de Capital e Obtém Empréstimo de R$ 12 Bilhões para Reestruturação Financeira
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Destaque
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) divulgou um robusto plano de reestruturação financeira, motivado pelos déficits persistentes registrados desde 2022, visando a estabilização econômica e a adaptação ao ambiente logístico atual, altamente competitivo. Central para este plano está a análise minuciosa da abertura de capital, um movimento que transformaria a estatal em uma sociedade de economia mista, seguindo o modelo de outras gigantes nacionais como a Petrobras. O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, esclareceu que o objetivo não é a privatização total, mas sim obter maior agilidade operacional e acesso a investimentos via mercado de capitais, enquanto aguarda a conclusão de laudos técnicos que detalharão o formato societário mais adequado para a transição. Esta mudança visa, principalmente, destravar a capacidade de investimento em tecnologia e infraestrutura, essenciais para a sobrevivência no mercado de entregas rápidas. Para suprir a necessidade imediata de capital de giro e garantir a solvência no curto prazo, os Correios formalizaram a contratação de um empréstimo robusto, totalizando R$ 12 bilhões, concedido por um consórcio composto por cinco grandes instituições financeiras. O plano de desembolso prevê a liberação de R$ 10 bilhões ainda no final de 2025, com os R$ 2 bilhões restantes programados para o início de 2026, oferecendo um período de carência de três anos para o início do pagamento das parcelas. Segundo a gestão, este financiamento é crucial para honrar compromissos urgentes com fornecedores e prestadores de serviço, além de regularizar pagamentos de benefícios aos empregados. Os bancos participantes incluem o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco, que aportam R$ 3 bilhões cada, complementados por Itaú e Santander, com R$ 1,5 bilhão cada. A diretoria reconhece, contudo, que este aporte é apenas o primeiro passo, sendo necessários mais R$ 8 bilhões em capitalização ou receitas adicionais ao longo de 2026. Paralelamente às medidas financeiras, o plano estratégico foca na redução drástica dos custos operacionais, com metas ambiciosas projetadas até 2028. Estima-se que cerca de mil agências consideradas deficitárias ou redundantes em grandes centros urbanos serão desativadas, otimizando a capilaridade onde a demanda digital já substituiu o atendimento físico. Além disso, estão previstos dois Programas de Demissão Voluntária (PDVs) destinados a reduzir o quadro funcional em aproximadamente 15 mil colaboradores até 2027. A empresa enfrenta um passivo histórico, com o patrimônio líquido negativo atingindo a marca de R$ 10,4 bilhões, reflexo da concorrência acirrada e dos custos elevados impostos pela obrigatoriedade de manter a universalização dos serviços postais em um país de dimensões continentais. Essas ações visam reverter o prejuízo estrutural que tem se agravado nos últimos anos. As implicações desta reestruturação se estendem a todas as regiões do país, sendo particularmente sensíveis em áreas como o Amazonas, onde a logística postal é vital para a integração econômica e social, especialmente devido aos desafios geográficos da região Norte. Embora a notícia não especifique quais agências serão fechadas, a mudança no regime societário e o corte de custos operacionais inevitavelmente impactarão a qualidade e o alcance dos serviços essenciais prestados à população do Norte. As informações detalhadas foram publicadas pela própria estatal e amplamente reportadas pelo setor econômico. (Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/correios-estuda-abrir-capital-e-faz-emprestimo-de-r-12-bi-com-bancos/)

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