Quem é "Padrinho Paulo", líder religioso afastado do Santo Daime após denúncias de assédio e com histórico de atuação na Amazônia
O líder religioso Paulo Roberto Silva e Souza, conhecido como "Padrinho Paulo" e figura influente no Santo Daime, foi afastado após denúncias de assédio. Ele possui formação em psicologia e trabalhou com o governo brasileiro na Amazônia, estudando os efeitos psicoespirituais de plantas da floresta tropical e ajudando na legalização da ayahuasca como sacramento religioso. O Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou sua prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares.
Tucupi

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A notícia em questão detalha o perfil de Paulo Roberto Silva e Souza, conhecido no meio religioso como "Padrinho Paulo", um líder da doutrina Santo Daime que foi recentemente afastado de suas funções devido a sérias denúncias de assédio sexual. Embora o epicentro do afastamento e das investigações judiciais esteja no Rio de Janeiro, a relevância regional para o Amazonas reside na profunda conexão do líder com a cultura, a ecologia e o patrimônio espiritual da região amazônica. Souza possui formação em psicologia e, notavelmente, atuou em colaboração com o governo brasileiro, especificamente na Amazônia, dedicando seus estudos aos efeitos psicoespirituais das plantas da floresta tropical sobre as comunidades nativas. Esta ligação com o bioma e o conhecimento tradicional é um ponto crucial que insere a matéria no escopo de interesse do Amazonas, que frequentemente lida com a proteção e a regulamentação de práticas espirituais e o uso de recursos naturais da floresta.
Um dos marcos de sua carreira, conforme relatado, foi sua participação em 1985, em parceria com o governo brasileiro, no esforço para garantir a proteção e a legalização do uso da ayahuasca como um sacramento religioso legítimo. A ayahuasca, uma infusão derivada de plantas amazônicas, é central tanto para a identidade cultural de povos originários quanto para o movimento Santo Daime, o que torna qualquer escândalo envolvendo seus líderes uma questão de interesse institucional e cultural para o estado do Amazonas, onde a preservação da biodiversidade e o respeito aos rituais são temas sensíveis. O afastamento de uma autoridade com tal histórico de envolvimento com as políticas governamentais e a ecologia amazônica gera questionamentos sobre a governança dessas comunidades religiosas com raízes profundas na floresta.
Ademais, o contexto institucional das denúncias complica a situação. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já solicitou a prisão preventiva do líder por alegado descumprimento de medidas cautelares, o que indica a gravidade das alegações enfrentadas. Enquanto o Centro Eclético Fluente Luz Universal Sebastião Mota de Melo, entidade responsável pela Igreja Céu do Mar onde ele atuava, optou por não comentar detalhes em respeito ao segredo de justiça, a repercussão atinge uma esfera mais ampla. Para o Amazonas, essa situação levanta a necessidade de vigilância sobre como líderes religiosos, que se posicionam como guardiões do conhecimento da floresta e mediadores entre o tradicional e o estatal, conduzem suas instituições e como suas ações podem afetar a imagem e a preservação das práticas nativas e do próprio ecossistema amazônico, conforme noticiado pela CNN Brasil.
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