Preço do Etanol Sobe em 13 Estados e Cai em 7, Mostra ANP; Valor Médio Nacional Avança
O preço médio do etanol hidratado subiu em 13 estados e caiu em 7, além do DF, segundo dados da ANP. A média nacional avançou 0,68%, atingindo R$ 4,42/litro. A variação estadual foi expressiva, com destaque para a alta em Goiás e a queda no Piauí. A competitividade do etanol frente à gasolina continua baixa na média nacional (71,41%), sendo vantajoso em apenas três estados.
Tucupi

Destaque
Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas, revelam uma movimentação mista nos preços do etanol hidratado em diferentes regiões do Brasil na última semana. O levantamento aponta que o valor médio nacional do biocombustível registrou uma elevação de 0,68% em relação ao período anterior, fixando-se em R$ 4,42 por litro nos postos monitorados em todo o território nacional. Essa alta média esconde variações significativas no panorama estadual: enquanto 13 unidades da federação experimentaram aumentos nos valores cobrados dos consumidores, outros 7 estados, juntamente com o Distrito Federal, apresentaram quedas. Cinco estados mantiveram os preços estáveis, e houve ausência de apuração no Acre, conforme detalhado no informe original que serve de base para esta análise econômica. A coleta de informações pela agência reguladora é fundamental para a transparência do mercado de combustíveis e para balizar as decisões dos motoristas brasileiros na hora de abastecer seus veículos flex, refletindo diretamente no orçamento doméstico e nos custos logísticos do país.
Em termos de variações regionais, Goiás se destacou negativamente com o maior encarecimento percentual da semana, registrando um aumento expressivo de 3,32%, elevando o preço médio local para R$ 4,98 por litro, um valor que se aproxima do teto nacional. Por outro lado, o Piauí liderou as reduções, com uma queda de 2,21%, fazendo o preço cair para R$ 4,43/litro. Em São Paulo, o maior mercado consumidor e produtor, a alta foi mais contida, marcando 0,24% de avanço, com o litro sendo negociado a R$ 4,22 em média. A dispersão de preços é notável, variando do valor mínimo registrado em um posto paulista (R$ 3,49) ao teto observado em Pernambuco (R$ 6,49). Estes dados são cruciais para a análise do custo de vida e da matriz energética dos transportes em todo o país, incluindo as capitais do Norte como Manaus, que dependem diretamente dessas flutuações de preços de combustíveis. A diferença entre o preço mínimo e máximo, mesmo dentro de um mesmo estado, sublinha a necessidade de pesquisa prévia para encontrar a melhor cotação disponível ao consumidor final.
A questão da competitividade do etanol em relação à gasolina permanece um ponto central para os consumidores brasileiros. Na média nacional pesquisada pela ANP, a paridade do biocombustível permaneceu desfavorável, situando-se em 71,41% em comparação com o derivado do petróleo. Isso significa que, em grande parte do país, abastecer com gasolina ainda se mostra a opção economicamente mais vantajosa para os veículos flex, seguindo a regra prática que define a vantagem do etanol quando o preço deste último não ultrapassa 70% do valor da gasolina. Contudo, executivos do setor ressaltam que a relação de 70% é apenas uma referência geral, e que a competitividade real pode variar dependendo do modelo e eficiência do veículo utilizado, o que torna a regra nem sempre absoluta para todos os condutores.
O levantamento aponta que apenas em três estados o etanol se mostrou mais vantajoso economicamente para o consumidor durante o período analisado. Destaque para Mato Grosso do Sul, onde a paridade atingiu 67,17%, e Mato Grosso (69,94%), seguidos por São Paulo (69,75%), sendo estas as únicas praças onde o investimento no biocombustível compensava o custo, mesmo com a gasolina apresentando preços competitivos. A análise, oriunda do Jornal de Brasília, indica a necessidade de monitoramento contínuo para entender como a safra de cana-de-açúcar e as políticas de preço impactam o bolso dos motoristas brasileiros, com repercussões diretas na logística e no custo de transporte, vitais para estados como o Amazonas. As informações detalhadas sobre a variação de preços estaduais confirmam a heterogeneidade do mercado nacional de energia, exigindo atenção contínua dos órgãos reguladores e dos consumidores. (Fonte: Jornal de Brasília, via Estadão Conteúdo, com base em dados da ANP).
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