Setor Público Brasileiro Registra Déficit Primário de R$ 14,42 Bilhões em Novembro, Revertendo Superávit de Outubro

O setor público brasileiro registrou um déficit primário de R$ 14,420 bilhões em novembro, uma reversão significativa em relação ao superávit de R$ 32,392 bilhões visto em outubro, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Este resultado ficou aquém das expectativas do mercado. O déficit foi puxado majoritariamente pelo Governo Central.

Tucupi

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Setor Público Brasileiro Registra Déficit Primário de R$ 14,42 Bilhões em Novembro, Revertendo Superávit de Outubro
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Destaque
O cenário fiscal brasileiro apresentou uma deterioração notável no mês de novembro, com o setor público consolidado registrando um déficit primário expressivo de R$ 14,420 bilhões, de acordo com as informações consolidadas e divulgadas pelo Banco Central nesta semana. Este valor representa uma inversão acentuada quando comparado ao robusto superávit de R$ 32,392 bilhões apurado no mês anterior, outubro. É relevante notar que o resultado de novembro do ano passado havia sido um déficit menor, de R$ 6,620 bilhões, o que sublinha a pressão orçamentária observada no período mais recente. Tal desempenho econômico exige atenção das autoridades federais e estaduais, impactando diretamente o planejamento de estados como o Amazonas e sua capital, Manaus, que dependem da estabilidade macroeconômica nacional para o financiamento de seus projetos regionais. As projeções feitas pelo mercado, compiladas pela pesquisa Broadcast, já antecipavam um resultado negativo, com a mediana apontando para um rombo de R$ 13,30 bilhões. Contudo, o déficit efetivamente apurado superou essa expectativa negativa, situando-se no extremo inferior da faixa de estimativas, que variava de um buraco de R$ 36,80 bilhões até um saldo negativo mais contido de R$ 7,90 bilhões. A principal fonte deste desequilíbrio financeiro foi o desempenho do Governo Central – que abrange o Tesouro Nacional, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) –, o qual sozinho contribuiu com um déficit primário substancial de R$ 16,877 bilhões. Tais movimentações orçamentárias impactam diretamente o fluxo de recursos federais destinados a investimentos em infraestrutura e programas sociais, temas de grande sensibilidade para a economia nacional, especialmente nas regiões com maior carência de desenvolvimento. Em um contraponto positivo, os resultados primários de Estados e municípios, atuando de forma conjunta, conseguiram apresentar um superávit de R$ 5,346 bilhões, indicando uma gestão fiscal relativamente mais controlada em nível subnacional durante o mês em análise. Isoladamente, os estados registraram um saldo positivo de R$ 4,417 bilhões, enquanto os municípios fecharam com um superávit de R$ 929 milhões. No entanto, o déficit reportado pelas empresas estatais – desconsiderando Petrobras e Eletrobras, devido à sua influência atípica – de R$ 2,890 bilhões, colaborou para o resultado negativo final do setor consolidado. Para o Amazonas, um estado que historicamente lida com desafios logísticos e de investimento específicos devido à sua dimensão e localização, a volatilidade nas contas federais sinaliza a necessidade de manter cautela no planejamento orçamentário para o próximo ciclo fiscal, conforme detalhado na cobertura original pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/setor-publico-tem-deficit-primario-de-r-14420-bilhoes-em-novembro-afirma-bc/).

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