Varejo de São Paulo Espera Aumento nas Vendas de Natal, Mas Adota Estratégias Cautelosas, Diz FecomercioSP

Pesquisa da FecomercioSP indica que o varejo de São Paulo projeta um aumento nas vendas de Natal de 2025, embora com expectativas mais moderadas e cautela na contratação de temporários e gestão de estoques, refletindo um cenário econômico de incertezas.

Tucupi

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Varejo de São Paulo Espera Aumento nas Vendas de Natal, Mas Adota Estratégias Cautelosas, Diz FecomercioSP
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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgou dados recentes que pintam um quadro de otimismo moderado no setor varejista paulista com relação às vendas do Natal de 2025. Segundo o levantamento, uma grande maioria dos empresários, especificamente 79%, prevê um volume de vendas superior ao registrado no período natalino do ano anterior. Contudo, esse índice representa um ligeiro recuo quando comparado ao otimismo manifestado ao final de 2024, sugerindo que, apesar da expectativa de crescimento, o ambiente econômico nacional induz os comerciantes a manterem uma postura mais comedida em seus planejamentos. Na capital paulista, 60,5% dos estabelecimentos já reportam crescimento no faturamento de dezembro, com uma alta média ponderada estimada em 3%, mesmo em um contexto ainda marcado por taxas de juros elevadas e pela volatilidade macroeconômica que historicamente pressiona o poder de compra do consumidor ao longo do ano. As táticas adotadas pelos varejistas para navegar neste cenário de crescimento incerto são notavelmente cautelosas. Um dado significativo é a contenção na contratação de pessoal temporário; impressionantes 76% das empresas decidiram não elevar seu quadro sazonal, e aquelas que o fizeram, em sua maioria, mantiveram o mesmo número de vagas oferecidas no Natal passado. Além disso, a administração de preços demonstrou sensibilidade, com 47% das companhias conseguindo manter os valores estáveis, enquanto 45% foram forçadas a implementar reajustes, provavelmente absorvendo parte da pressão inflacionária remanescente. O recurso a promoções e descontos expressivos foi amplamente evitado, visto que 54% das organizações optaram por não lançar campanhas promocionais substanciais, usando a estabilidade de preços como um elemento de atração em um mercado sensível aos custos, conforme detalhado na pesquisa divulgada pelo Jornal de Brasília. As decisões estratégicas relativas à manutenção de estoques reforçam o viés conservador do varejo paulista para o final do ano em questão. Quase seis em cada dez estabelecimentos (59%) informaram estar trabalhando com níveis de estoque mais enxutos em comparação com os registrados no período festivo anterior. Para a FecomercioSP, este conjunto de indicadores sugere um consumo que se mantém aquecido, mas que, simultaneamente, comprime as margens de lucro dos comerciantes, forçando-os a serem extremamente prudentes nas projeções financeiras e nos investimentos de curto prazo. A federação estima que o faturamento total do varejo no estado de São Paulo em dezembro possa alcançar a marca de R$ 149,7 bilhões, o que representaria o maior valor nominal desde 2008, com um crescimento projetado de 4% sobre o ano anterior, apesar de ser uma desaceleração considerável frente ao avanço de 7,3% alcançado no Natal de 2024. Essa análise completa está disponível no portal do veículo de comunicação (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/fecomerciosp-varejo-espera-aumento-de-vendas-no-natal-mas-adota-estrategias-cautelosas/).

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