IPC-S Acelera Levemente para 0,26% na Terceira Quadrissemana de Dezembro, Impactando o Custo de Vida Nacional

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou uma leve aceleração em sua taxa de inflação na terceira quadrissemana de dezembro, atingindo 0,26%, um aumento em relação aos 0,24% da semana anterior, conforme dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Este resultado afeta o panorama econômico do país e reflete diretamente no custo de vida, inclusive para os consumidores do Amazonas e Manaus.

Tucupi

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IPC-S Acelera Levemente para 0,26% na Terceira Quadrissemana de Dezembro, Impactando o Custo de Vida Nacional
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Destaque
A inflação apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) demonstrou uma modesta aceleração durante a terceira quadrissemana do mês de dezembro. Segundo o levantamento divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 23, o índice subiu para 0,26%, superando ligeiramente a marca de 0,24% registrada na quadrissemana imediatamente anterior. Este movimento inflacionário, embora de baixa magnitude em termos semanais, inscreve-se no contexto macroeconômico nacional e tem implicações diretas no poder de compra das famílias brasileiras. É fundamental notar que, apesar de o foco da análise da FGV ser nacional, as variações percentuais em índices semanais como este reverberam no planejamento financeiro de todos os estados, incluindo o Amazonas e sua capital, Manaus, especialmente no custo de bens essenciais ao final do ano. O relatório detalhado da FGV indica que a elevação do IPC-S foi sustentada por aumentos de preços em cinco dos oito grandes grupos que estruturam o cálculo do índice. Um destaque notável foi a reversão na tendência do grupo Vestuário, que deixou de registrar deflação (-1,13%) para apresentar um leve encarecimento (-0,21%), sinalizando que os custos com roupas e acessórios estão em ascensão. Adicionalmente, os segmentos de Habitação e Transportes também contribuíram para a taxa geral mais alta, com altas de 0,37% para 0,42% em Habitação e de 0,18% para 0,22% em Transportes. O grupo Alimentação, que vinha em trajetória de queda de preços, viu essa deflação diminuir, passando de -0,07% para apenas -0,04%, sugerindo uma estabilização ou um freio na redução dos custos dos itens que compõem a cesta básica consumida pela população do Norte. Em contraste com os setores que pressionaram o índice para cima, houve segmentos que apresentaram alívio nos preços ao consumidor. O setor de Educação, Leitura e Recreação desacelerou sua inflação significativamente, caindo de 1,88% para 1,57%, o que representa uma folga orçamentária pontual para despesas com lazer e ensino. A mudança mais notável ocorreu no segmento de Saúde e Cuidados Pessoais, que cruzou a barreira para o campo negativo, saindo de 0,03% para -0,07%, indicando uma redução nos custos relacionados a serviços médicos e farmacêuticos. Essa combinação de pressões setoriais e alívios pontuais molda o cenário econômico imediato, exigindo acompanhamento contínuo por parte das esferas governamentais, visto que a logística complexa da região amazônica pode amplificar os efeitos das variações nos custos de transporte. Com a divulgação deste novo dado semanal, o IPC-S totaliza uma elevação de 3,98% tanto no acumulado dos últimos doze meses quanto no ano civil até a data de referência, conforme consolidado pela instituição de pesquisa econômica. A permanência em território inflacionário positivo, mesmo que em ritmo lento no indicador semanal, sublinha a importância de monitorar estes índices de preços. Para os moradores de Manaus, por exemplo, a variação nos custos de transporte tem um peso desproporcional nos orçamentos devido à sua dependência de modais específicos, um fator que está refletido no índice. Para mais detalhes sobre a composição setorial e a metodologia aplicada, as informações completas estão disponíveis na publicação original do Jornal de Brasília.

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