Exército descarta aumento de militares na fronteira com Venezuela após prisão de Maduro

O Exército Brasileiro descartou o aumento do efetivo militar na fronteira de Roraima (RR) com a Venezuela, apesar da recente prisão de Nicolás Maduro por tropas dos EUA. A instituição mantém 120 militares focados no controle migratório e afirmou que o fluxo de pessoas havia diminuído nos dias anteriores ao evento político, não havendo previsão de reforços, embora o monitoramento tenha sido intensificado. A notícia possui impacto direto na região amazônica, dada a conexão fronteiriça de Roraima e a questão migratória regional.

Tucupi

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O Exército Brasileiro confirmou formalmente que não há planos para reforçar o contingente de militares atualmente posicionado na linha de fronteira com a Venezuela, especificamente no município de Pacaraima, em Roraima. Esta decisão foi comunicada em um contexto de alta tensão geopolítica, após a notícia da captura do líder venezuelano Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Atualmente, 120 militares das Forças Armadas estão designados para as tarefas de controle migratório e segurança na região. Segundo a instituição, o fluxo de pessoas cruzando a fronteira havia apresentado uma tendência de redução nos dias que antecederam o episódio político ocorrido no sábado. O General de Brigada Roberto Pereira Angrizani reiterou essa posição durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira, enfatizando que, embora a atenção e o monitoramento tenham sido redobrados em função da volatilidade política do país vizinho, o efetivo existente é considerado suficiente para a manutenção da ordem e do controle da situação migratória imediata. O General Angrizani detalhou que as Forças Armadas mantêm uma presença robusta na área que se estende desde 2018, intensificada devido ao êxodo massivo de cidadãos venezuelanos que buscam refúgio e assistência humanitária no Brasil, em uma operação contínua que também envolve a logística da Operação Acolhida. A manutenção do efetivo atual sinaliza uma avaliação interna de que a prisão de Maduro, embora um evento sísmico na geopolítica regional, não gerou, até o momento da declaração, um novo êxodo em massa que justificasse uma mobilização adicional de pessoal militar. Contudo, a liderança garantiu que existe um aparato de prontidão em Boa Vista (RR) capaz de ser acionado rapidamente caso a estabilidade da fronteira seja comprometida por movimentos populacionais inesperados ou tensões decorrentes da instabilidade política interna venezuelana. A fronteira amazônica entre Pacaraima e Santa Elena de Uairén é um eixo vital, não apenas para a gestão de crises humanitárias, mas também para o comércio fronteiriço, que envolve um intercâmbio constante de bens e serviços entre as cidades irmãs. Apesar do fechamento temporário ocorrido no domingo logo após a notícia da prisão, os movimentos logísticos e de acolhimento foram retomados, refletindo a necessidade contínua de estabilidade para a população local e os migrantes. A decisão do Exército de não aumentar o efetivo, portanto, equilibra a cautela estratégica diante de um cenário incerto com a gestão pragmática dos recursos humanos e logísticos já alocados para proteger essa crucial porta de entrada para a região Norte do Brasil. (Fonte: CNN Brasil, https://www.cnnbrasil.com.br/politica/exercito-descarta-aumento-de-militares-na-fronteira-com-venezuela/)

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