COP30 em Belém, BRICS e adiamento do acordo Mercosul-UE: Destaques da Diplomacia Brasileira em 2025

O ano diplomático de 2025 do Brasil foi marcado por eventos cruciais como a realização da COP30 em Belém (PA) e a cúpula do BRICS no Rio de Janeiro (RJ), além do adiamento da assinatura do acordo Mercosul-União Europeia. O embaixador Maurício Lyrio, negociador brasileiro, destacou os avanços na agenda climática e a cooperação em saúde dentro do BRICS. A COP30 posicionou o Brasil no centro das discussões ambientais globais, enquanto as negociações do Mercosul enfrentam desafios, adiando o acordo com a UE para 2026.

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COP30 em Belém, BRICS e adiamento do acordo Mercosul-UE: Destaques da Diplomacia Brasileira em 2025
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Destaque
A diplomacia brasileira encerra o ano de 2025 com um balanço de intensas movimentações internacionais, tendo o Amazonas e sua capital, Belém, sediado um dos eventos mais cruciais do período: a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A organização da COP30, que reuniu mais de 42 mil pessoas de 195 nações em Belém (PA), representa um marco significativo para a projeção do Brasil, e especificamente da região Norte, no debate climático global. Apesar de o evento terminar com alertas científicos sobre o aquecimento acima de 1,5°C e sem um acordo final robusto sobre o fim dos combustíveis fósseis, o Secretário de Clima e Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador Maurício Lyrio, avalia que a conferência manteve viva a estrutura do regime climático em um cenário geopolítico complexo, gerando novas obrigações e focos de negociação para o próximo ciclo. Embora o foco principal desta reportagem seja a política externa nacional, a realização da COP30 em Belém injeta uma temática de extrema relevância para a economia, a infraestrutura e o meio ambiente do Amazonas no cenário mundial. A logística necessária para receber um evento dessa magnitude, bem como o legado das discussões ambientais estabelecidas, terão impactos diretos nas políticas públicas e no desenvolvimento sustentável da região ao longo dos próximos anos. O embaixador Lyrio ressaltou que o Brasil, ao presidir a COP30 até o fim de 2026, mantém a agenda climática como eixo central de sua atuação internacional, o que implica uma pressão contínua por ações concretas tanto na proteção da Amazônia quanto em relação às pautas ambientais que afetam a economia local e o modo de vida das comunidades tradicionais. A agenda de 2025 também foi marcada pela participação do Brasil na presidência rotativa do BRICS, onde foram lançadas iniciativas importantes, como a criação de uma parceria robusta para a erradicação de doenças socialmente determinadas, beneficiando diretamente países em desenvolvimento que compartilham desafios epidemiológicos semelhantes aos enfrentados em diversas partes do Norte brasileiro. Além disso, o bloco construiu sua primeira posição conjunta formalizada sobre a governança da Inteligência Artificial, reconhecendo seu potencial disruptivo em setores críticos como agricultura e saúde pública. Tais discussões internacionais, embora amplas em escopo, criam precedentes valiosos para a busca de financiamento e cooperação tecnológica que podem ser futuramente aplicados em políticas públicas voltadas para a infraestrutura social e econômica do estado do Amazonas. Paralelamente aos sucessos relacionados à COP30 e ao BRICS, a diplomacia encerra o ano com o fato consumado do adiamento da assinatura do aguardado acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que agora fica a cargo da presidência paraguaia do bloco em 2026. Este acordo é vital para ampliar o acesso a mercados e reduzir tarifas alfandegárias, impactando indiretamente a competitividade das indústrias brasileiras e do agronegócio, que buscam maior inserção competitiva no mercado europeu. O embaixador Lyrio sublinha que, apesar dos desafios internos de alinhamento dentro do próprio Mercosul e da dificuldade europeia em consolidar o consenso político final, o bloco mantém uma agenda externa ativa. Essa postura visa fortalecer a integração regional como um contraponto estratégico ao crescente protecionismo unilateral observado em outras partes do mundo, uma tática que busca solidificar o ambiente econômico geral do país. Fonte: G1 (https://g1.globo.com/politica/noticia/2025/12/21/cop30-brics-e-acordo-mercosul-uniao-europeia-adiado-relembre-destaques-do-ano-da-diplomacia-do-brasil.ghtml)

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