IBGE: 25 Municípios Concentram Mais de Um Terço do PIB Brasileiro; Suframa Colaborou com o Estudo
O IBGE divulgou o ranking do PIB dos Municípios 2022-2023, mostrando que 25 cidades concentram 34,2% do PIB nacional em 2023. O estudo, que teve a participação da Suframa, destaca que embora as maiores cidades (São Paulo, Rio e Brasília) mantenham o topo, sua participação relativa tem diminuído. O desempenho do setor de serviços impulsionou o aumento da participação das capitais.
Tucupi

Com a divulgação de seu relatório "PIB dos Municípios 2022-2023", o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou dados cruciais sobre a distribuição econômica do país. Segundo o levantamento, um grupo seleto de apenas 25 municípios brasileiros concentrou 34,2% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional referente ao ano de 2023. Este estudo, que detalha a soma dos bens e serviços produzidos em nível municipal, foi elaborado em colaboração com órgãos estaduais de estatística, Secretarias Estaduais de Governo e, notavelmente, contou com a participação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A participação da Suframa indica que dados da região Norte, e especificamente do polo industrial de Manaus, foram integrados à análise macroeconômica nacional, oferecendo um panorama de como a principal economia da Amazônia se insere no contexto geral do PIB brasileiro e gerando importantes reflexões para a economia do Amazonas.
As três cidades que historicamente lideram o ranking — São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília — continuam a ocupar as primeiras posições desde o início da série histórica em 2002. Entretanto, o analista do IBGE, Luiz Antonio do Nascimento de Sá, apontou que, apesar da manutenção no topo, essas metrópoles vêm registrando uma perda gradual de participação percentual no PIB total ao longo dos anos. O setor de serviços foi um motor importante para o aumento da fatia das capitais no PIB em 2023, com São Paulo liderando o ganho de participação. Enquanto as capitais, incluindo Brasília, somaram 28,3% do PIB, os municípios não capitais responderam por 71,7% da produção nacional. Nesse cenário, a parceria com a Suframa destaca a relevância de Manaus, cuja economia da Zona Franca, fortemente ligada à indústria, oferece um contraponto interessante ao crescimento do setor de serviços observado nas grandes capitais do Sudeste e Centro-Oeste.
Um aspecto interessante do estudo reside na análise do Produto Interno Bruto per capita. As seis cidades com os maiores indicadores de riqueza por habitante estão intrinsecamente ligadas à extração e refino de petróleo, um fenômeno que chamou a atenção dos pesquisadores. Saquarema (RJ) liderou o ranking per capita nacional. No contexto amazônico, a participação ativa da Suframa na coleta e análise dos dados sugere um monitoramento detalhado das dinâmicas econômicas locais que sustentam a Zona Franca de Manaus e impactam a arrecadação e o emprego no Amazonas, facilitando comparações com o restante do Brasil. As variações de participação no PIB, mesmo que indiretamente, refletem a competitividade e a saúde econômica dos polos industriais regionais, como o de Manaus, frente às tendências observadas nas cidades mais ricas do país, conforme detalhado no levantamento do IBGE, disponível na fonte original.
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