Mãe que permitia marido estuprar filha em Maraã é investigada por exploração sexual
Uma mulher de 40 anos foi presa em Maraã, Amazonas, por permitir que o marido estuprasse e torturasse a própria filha por mais de uma década. Ela também é investigada por possível participação em exploração sexual infantil, visto que há indícios de que ela sabia que o marido levava a vítima para ter relações com outros homens. Os abusos começaram na infância da vítima e terminaram após ela conseguir pedir ajuda à família.
Tucupi

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A Polícia Civil do Amazonas está investigando um caso de extrema gravidade envolvendo uma mulher de 40 anos detida na última quarta-feira (17) na cidade de Maraã. A suspeita foi presa por cumplicidade em crimes de estupro e tortura contra a própria filha, perpetrados pelo marido, que já havia sido detido anteriormente. Segundo informações divulgadas pela delegada Kássia Evangelista, a investigação se aprofundou para apurar a possível participação da mãe na exploração sexual infantil, uma vez que há indícios de que ela tinha conhecimento e anuência com o fato de o agressor levar a adolescente para encontros sexuais com outros indivíduos. A vítima relatou que, além dos abusos cometidos pelo pai, era submetida a situações degradantes em orgias, muitas vezes com a participação do pai ou na presença dele.
A delegada Kássia Evangelista detalhou o panorama da investigação, enfatizando a complexidade do caso devido à longa duração dos abusos, que se estenderam por mais de dez anos, cobrindo a infância e adolescência da jovem. O homem preso é acusado de violência sexual e tortura, incluindo atos como raspar a cabeça da vítima. Em relação à mãe, a delegada ressaltou que, embora ela estivesse omissa e ao lado do agressor por um longo período, as provas sobre a exploração sexual ainda estão sendo reunidas. A investigação aponta que a vítima vivia em um ambiente de submissão e que os estupros foram naturalizados pelo pai através de constante manipulação psicológica, algo que a mãe teria permitido ao se manter inerte durante anos de abuso familiar.
Os detalhes revelados pela jovem são chocantes: ela descreveu como o pai a obrigava a participar de atos sexuais com terceiros, sob ameaça e manipulação. A tortura física e psicológica foi severa, culminando em agressões que levaram a vítima a ter o cabelo cortado drasticamente pelo pai, enquanto a mãe mantinha uma postura de omissão imprópria, sendo investigada por essa conivência. A situação da adolescente só foi revelada após ela conseguir contatar avós e tios, que então acionaram as autoridades. A mãe, que tentou se esconder na casa de parentes do marido após a prisão inicial dele, foi capturada em Maraã e, segundo a delegada, negou informalmente a extensão das acusações em mensagens trocadas com familiares, reforçando o comportamento omissivo investigado.
A jovem vítima precisou suportar esses abusos terríveis desde os seis ou sete anos de idade até completar 17 anos. A polícia trabalha agora para consolidar as evidências que possam sustentar as acusações de exploração sexual contra a mãe, além da omissão em relação à tortura e aos estupros cometidos pelo padrasto. A comunidade local está mobilizada e as autoridades reforçam a necessidade de apoio psicossocial à sobrevivente. A matéria original foi publicada pelo Portal do Holanda (https://www.portaldoholanda.com.br/policial/mae-que-permitia-marido-estuprar-filha-em-maraa-e-investigada-por-exploracao-sexual).
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