Plano de fuga no Rio é frustrado após grupo de apoio errar a penitenciária de destino

Uma tentativa de fuga no Rio de Janeiro foi frustrada quando um grupo que tentava resgatar presos errou o alvo, dirigindo-se ao Presídio Lemos Brito em vez do Presídio Nelson Hungria. Um policial penal conteve a ação, que envolvia o uso de ferramentas para cortar estruturas, e quatro presos que já haviam começado o corte foram transferidos.

Tucupi

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Uma inusitada falha logística impediu a concretização de um plano audacioso de fuga no sistema prisional do Rio de Janeiro, conforme revelado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). A tentativa de resgate, que visava auxiliar detentos específicos, foi abortada na madrugada de domingo, após os indivíduos responsáveis pelo apoio externo confundirem as unidades prisionais. O alvo original da operação criminosa era o Presídio Nelson Hungria, mas o grupo direcionou equivocadamente sua ação para as imediações do Presídio Lemos Brito, ambos situados no Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste carioca. Este erro crucial permitiu que as forças de segurança agissem a tempo de neutralizar a ameaça, demonstrando uma falha significativa no planejamento dos criminosos envolvidos na orquestração do auxílio externo. A precisão na localização das unidades prisionais é vital em operações desse tipo, e o equívoco do grupo de apoio garantiu que as autoridades fossem alertadas antes que o resgate se concretizasse em sua meta planejada, frustrando a logística externa que deveria facilitar a saída dos custodiados. A vigilância atenta de um policial penal de plantão foi o fator decisivo para o sucesso da contenção. De acordo com o relato oficial da Seap, o agente percebeu movimentações suspeitas ao redor do perímetro externo do Presídio Lemos Brito e reagiu prontamente, efetuando disparos que inibiram a aproximação dos envolvidos e frustraram a entrega de material ilícito. Após a dispersão do grupo externo, uma bolsa abandonada foi inspecionada, revelando a apreensão de quatro discos de serra (maquitas), ferramentas tipicamente empregadas na tentativa de romper estruturas metálicas das celas. Adicionalmente, foi constatado que uma corrente, provavelmente pertencente a um dos presos visados, já havia sido parcialmente serrada, indicando que a operação estava em estágio avançado dentro da unidade, mesmo no local errado. A pronta intervenção do policial evitou que o plano progredisse para uma fase mais crítica, onde a fuga já estaria em curso. Embora a ação externa tenha sido contida no Lemos Brito, o plano visava especificamente detentos custodiados no Presídio Nelson Hungria. A Secretaria confirmou que, na unidade correta, quatro presos haviam, de fato, iniciado o corte das grades, confirmando o grau de organização e a proximidade com a fuga. Como medida imediata e preventiva decorrente da tentativa frustrada, as visitas no Presídio Nelson Hungria foram suspensas durante todo o domingo, visando a segurança e a realização de uma revista minuciosa em busca de outros materiais ou cúmplices internos. Os quatro indivíduos que tentaram a fuga interna foram imediatamente transferidos para a Penitenciária de Segurança Máxima Bangu 1, medida padrão para isolar e dificultar novas articulações. As autoridades seguem investigando a fundo a cadeia de comando por trás deste plano complexo, buscando identificar todos os envolvidos, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/plano-de-fuga-no-rio-e-frustrado-apos-grupo-que-auxiliaria-presos-errar-a-penitenciaria/).

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