IBGE projeta taxa de desemprego abaixo de 5% no final de 2025, indicando marco histórico

A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, projetou que a taxa de desemprego no Brasil poderá cair para menos de 5% no quarto trimestre de 2025. Esta estimativa, baseada no ritmo recente de queda (o índice anterior foi de 5,2%, o menor desde 2012), sugere a consolidação da recuperação do mercado de trabalho. O cenário é sustentado por um recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas e pelo crescimento real da massa salarial, que impulsiona o consumo.

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IBGE projeta taxa de desemprego abaixo de 5% no final de 2025, indicando marco histórico
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Projeções otimistas sobre o cenário trabalhista brasileiro indicam que o país pode registrar um marco histórico no final de 2025. De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas Domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação pode registrar um valor inferior a 5% no trimestre encerrado em dezembro daquele ano. Este patamar, que será oficialmente divulgado no início de 2026, representa uma expectativa de maior aquecimento do mercado de trabalho, seguindo a tendência de queda verificada nos períodos imediatamente anteriores. Embora a taxa de 5,2%, observada no trimestre finalizado em novembro, já configure o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) em 2012, a possibilidade de romper a barreira dos 5% é um sinal positivo sobre a sustentabilidade da criação de empregos ao longo do segundo semestre de 2025, reforçando a resiliência econômica. A força do mercado de trabalho foi evidenciada pelo alcance de um contingente ocupado recorde, totalizando impressionantes 103 milhões de pessoas, o que representa um avanço significativo em relação ao mesmo período do ano anterior e um crescimento de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente precedente. Paralelamente, o nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas empregadas na população em idade de trabalhar, também atingiu seu pico na série histórica, chegando a 59,0%. Um fator crucial que tem sustentado este quadro favorável é o aumento dos rendimentos do trabalho. Com a massa de rendimentos alcançando R$ 3.574 no trimestre encerrado em novembro — um aumento real de 4,5% –, observa-se que o poder de compra da população foi preservado e ampliado, injetando recursos na economia e sustentando o consumo geral, mesmo diante de eventuais desafios fiscais enfrentados pelas famílias. Um fator importante que tem sustentado o consumo e, consequentemente, a empregabilidade, é o controle inflacionário verificado ao longo de 2025, especialmente no setor de alimentos, que historicamente impacta mais as famílias de menor renda e pressiona os orçamentos domésticos. Beringuy enfatizou que a ausência de uma aceleração inflacionária inesperada liberou recursos que foram destinados a outros gastos, fomentando a demanda agregada. Contudo, a análise setorial mostra que o crescimento não foi uniforme: enquanto o comércio permaneceu como um grande motor empregador, setores como indústria, agricultura e construção civil mantiveram-se em patamares mais estáveis. Em contraste, o setor de serviços demonstrou maior dinamismo, absorvendo parte significativa da força de trabalho, assim como a administração pública, educação e saúde, que juntas empregaram um contingente expressivo, com destaque para a educação fundamental seguindo seu padrão sazonal típico de contratações no final do ano letivo. Embora o foco principal da notícia seja nacional e não mencione especificamente o Amazonas ou a economia local, a queda na taxa de desemprego e a robustez dos rendimentos são indicadores macroeconômicos amplos que, por natureza, refletem-se em todos os estados da federação, incluindo a região Norte. A melhoria nos indicadores gerais de emprego e consumo, impulsionada pela estabilidade de preços e pelo aumento da massa salarial, tende a fomentar o comércio e a demanda por serviços em capitais como Manaus, influenciando positivamente o cenário local de oportunidades de trabalho, ainda que a distribuição setorial exata desse crescimento possa variar significativamente em comparação com o panorama nacional. As informações são projeções do IBGE, noticiadas em 30 de dezembro de 2025, conforme consta em (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/quarto-trimestre-de-2025-pode-ter-taxa-de-desemprego-abaixo-de-5-diz-coordenadora-do-ibge/).

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