Bancos Elevam Expectativa de Crescimento do Crédito para 8,2% em 2026, Impulsionados por Recursos Direcionados

Pesquisa da Febraban mostra que bancos aumentaram a projeção de crescimento da carteira de crédito para 8,2% em 2026 (acima dos 7,9% anteriores). O crescimento é puxado pelo crédito direcionado, mesmo com a previsão de leve alta na inadimplência e juros Selic mantidos elevados por mais tempo, segundo a análise macroeconômica nacional.

Tucupi

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Bancos Elevam Expectativa de Crescimento do Crédito para 8,2% em 2026, Impulsionados por Recursos Direcionados
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Destaque
Instituições financeiras brasileiras revisaram positivamente suas projeções para o mercado de crédito no médio prazo, segundo levantamento recente divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A expectativa geral para o crescimento da carteira de crédito em 2026 foi elevada de 7,9% para 8,2%, demonstrando um otimismo cauteloso por parte dos bancos, mesmo diante do cenário de taxa Selic ainda alta e pressão inflacionária persistente. Setenta e três vírgula sete por cento dos bancos consultados acreditam que a desaceleração do crédito será um processo gradual, argumentando que a solidez do mercado de trabalho e a injeção de estímulos governamentais atuam como amortecedores contra os efeitos restritivos da política monetária adotada pelo Banco Central. Este cenário macroeconômico nacional tem implicações diretas na disponibilidade e custo do capital em todas as regiões do país, incluindo a Amazônia Legal e sua capital, Manaus, onde a expansão econômica depende fortemente do acesso a financiamentos empresariais e habitacionais. A maior força motriz por trás dessa revisão para cima reside no segmento de crédito direcionado, majoritariamente operado por bancos públicos, que historicamente financiam setores prioritários e programas de infraestrutura. A projeção para o saldo do crédito direcionado em 2026 subiu para 9,4%, superando significativamente a previsão de 7,6% esperada para a carteira de crédito com recursos livres, que depende mais diretamente das condições de mercado e das taxas de juros básicas. Embora a expectativa de crescimento do crédito como um todo seja positiva, os bancos preveem um ligeiro aumento no índice de inadimplência, passando de 5,1% em 2025 para 5,2% no ano seguinte, indicando que, enquanto o volume de crédito cresce, o risco associado também se mantém em patamares atentos. Essa dinâmica é crucial para entender o fluxo de investimentos e o potencial de expansão do consumo nas economias regionais, como a amazonense. Adicionalmente, as projeções convergem no tempo em que o Banco Central iniciará o ciclo de cortes na taxa básica de juros. A maioria dos entrevistados (70%) aposta que o primeiro corte só ocorrerá em março, visando reduzir a Selic dos atuais 15% para 13% até agosto. Essa percepção sugere que o custo do dinheiro permanecerá elevado por mais tempo do que o mercado esperava anteriormente, impactando o custo final do crédito tanto para grandes corporações quanto para pequenos e médios empresários em Manaus. Paralelamente, há um ceticismo considerável quanto à meta de inflação estabelecida pelo BC: metade das instituições financeiras não acredita que a inflação cairá para a meta de 3,5% neste ano, devido à combinação de estímulos fiscais e o aquecimento contínuo do emprego. Para mais detalhes sobre a análise setorial e as previsões fiscais, consulte a fonte original: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/bancos-elevam-expectativa-de-crescimento-do-credito-de-79-para-82-em-2026/.

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