Calor Extremo Causa Mais de 2,6 Mil Atendimentos de Emergência em UPAs do Rio em Três Semanas

O estado do Rio de Janeiro registrou mais de 2,6 mil atendimentos de emergência em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) devido a sintomas de exposição ao calor extremo entre meados de dezembro e o início de janeiro. A Secretaria de Saúde reforçou as orientações de hidratação, especialmente para idosos e crianças, e monitora o aumento de problemas cardiovasculares associados às altas temperaturas, alertando sobre a similaridade dos riscos climáticos enfrentados por regiões como o Amazonas.

Tucupi

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Calor Extremo Causa Mais de 2,6 Mil Atendimentos de Emergência em UPAs do Rio em Três Semanas
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Destaque
O estado do Rio de Janeiro enfrentou um significativo desafio em seu sistema de saúde pública em decorrência das ondas de calor persistentes que dominaram o clima a partir de meados de dezembro. De acordo com os dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), as 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sob jurisdição estadual contabilizaram um total de 2.624 atendimentos médicos específicos. Estes atendimentos foram diretamente atribuídos a sintomas decorrentes da exposição prolongada e intensa ao calor extremo, abrangendo o período que se estendeu de 14 de dezembro de 2025 até 2 de janeiro de 2026. Em resposta a esta crise térmica, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde emitiu alertas formais direcionados aos 92 municípios fluminenses, sublinhando a gravidade do cenário climático que se manteve mesmo após o período festivo de final de ano. O ápice da pressão sobre os serviços de urgência foi notado em 26 de dezembro, dia em que 193 indivíduos buscaram socorro imediato nas unidades de urgência por complicações diretamente ligadas à exaustão e insolação térmica, um dado que ilustra a vulnerabilidade da população local a tais condições meteorológicas adversas e recorrentes. A Secretaria de Saúde tem reiterado a importância crucial das medidas preventivas e mantido a operação máxima nos pontos de hidratação já estabelecidos dentro das UPAs, uma estratégia que, segundo a administração estadual, é mantida continuamente para reduzir a incidência de quadros de insolação e desidratação aguda. A Secretária Estadual de Saúde, Claudia Mello, fez questão de alertar a população sobre o aumento comprovado na frequência de eventos cardiovasculares adversos que coincidiram com esses picos de calor intenso, recomendando cautela redobrada para os grupos mais vulneráveis, notadamente a população idosa e as crianças. Adicionalmente, foi reforçada a orientação para que as equipes de saúde aprimorem a triagem e classificação de risco ao identificar sintomas proeminentes como dores de cabeça intensas, tonturas persistentes, episódios de náuseas, pele quente e seca, taquicardia e elevação da temperatura corporal, visando sempre uma intervenção imediata com a administração de fluidos por via oral antes que o quadro clínico evolua para um estágio mais grave e potencialmente fatal. Os registros sintomáticos mais frequentes nas emergências foram náuseas, com 1.608 ocorrências, seguidas por dor de cabeça (1.555) e aumento da temperatura corporal (1.441 registros). Uma análise detalhada da distribuição geográfica dos atendimentos revela uma concentração do problema na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A UPA Botafogo liderou o ranking de unidades mais acionadas, registrando 152 ocorrências relacionadas ao calor, seguida de perto pelas UPAs Fonseca e Realengo, ambas com 147 casos cada. Somente estas dez unidades mais sobrecarregadas – que incluem Botafogo, Fonseca, Realengo, Ricardo de Albuquerque, Irajá, Campo Grande, Copacabana, Marechal Hermes, Tijuca e Campos dos Goytacazes – foram responsáveis por 1.344 dos atendimentos totais, representando mais da metade do volume estadual no período analisado. É fundamental notar que, embora este relatório se concentre no Rio de Janeiro, os mecanismos de alerta e as respostas de saúde pública implementadas servem como um importante estudo de caso para outras federações brasileiras, como o estado do Amazonas e sua capital Manaus, que enfrentam fenômenos climáticos extremos semelhantes com frequência, demandando preparação contínua e vigilância constante sobre os riscos inerentes às variações drásticas de temperatura, conforme monitorado pela plataforma Monitora RJ.

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