Governo Lula e Fundo da ONU firmam parceria para combater violência contra mulheres com foco no Marajó e Território Yanomami

O Ministério das Mulheres do Brasil estabeleceu uma parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), prevendo um investimento de R$ 6 milhões para combater a violência de gênero. As ações prioritárias serão implementadas entre 2026 e 2028, com foco especial em regiões de alta vulnerabilidade, como a Ilha do Marajó (PA) e o território Yanomami (AM/RR).

Tucupi

Tucupi

Governo Lula e Fundo da ONU firmam parceria para combater violência contra mulheres com foco no Marajó e Território Yanomami
camera_altFoto: folha
Destaque
O Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres, estabeleceu uma colaboração estratégica com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) visando intensificar o combate à violência contra mulheres e meninas em áreas críticas do país. Este acordo interinstitucional prevê um investimento total de R$ 6 milhões, com a implementação das ações planejada para o período compreendido entre janeiro de 2026 e dezembro de 2028, contando ainda com o apoio técnico e financeiro da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores. O foco geográfico da iniciativa recai sobre locais com índices elevados de vulnerabilidade social e territorial, notadamente a Ilha do Marajó, no Pará, e o vasto território Yanomami, que se estende pelos estados do Amazonas e de Roraima, regiões que demandam atenção urgente em termos de proteção e direitos humanos. Um dos pilares centrais desta parceria é o fortalecimento das estruturas ministeriais e das redes locais de atendimento existentes para a prevenção e enfrentamento das diversas formas de violência baseada no gênero. A iniciativa busca aprimorar a coleta e o uso de dados específicos sobre a situação de mulheres e meninas nessas comunidades, um passo crucial para que as políticas públicas subsequentes sejam estruturadas com base em evidências sólidas e adaptadas às realidades locais. Paralelamente, há um grande esforço para elevar a capacidade técnica de diversas instituições, abrangendo órgãos públicos, organizações da sociedade civil e lideranças comunitárias, capacitando-os para uma resposta mais eficaz e culturalmente sensível ao problema, garantindo que as intervenções respeitem a diversidade e a autonomia das populações afetadas. As motivações para a escolha dessas regiões são claras e baseadas em diagnósticos preocupantes que justificam a alocação de recursos e esforços internacionais. Na Ilha do Marajó, por exemplo, os dados apontam para altas taxas de gravidez na adolescência e exploração sexual infantil, somadas à notória carência de serviços especializados para o acolhimento de vítimas de violência. No caso do território Yanomami, a crise humanitária em curso, agravada pela insegurança alimentar e pelos impactos nefastos do garimpo ilegal, exacerba a violência de gênero e dificulta o acesso a serviços públicos essenciais. O Ministério das Mulheres manifestou a expectativa de que esta cooperação técnica com o UNFPA seja fundamental para aprimorar a formulação, execução e monitoramento das políticas federais, resultando em uma melhoria tangível nas redes de apoio disponíveis para as mulheres nessas fronteiras sociais e geográficas. As informações detalhadas sobre esta colaboração foram veiculadas pelo Painel da Folha (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2025/12/governo-lula-e-fundo-da-onu-fazem-parceria-para-combater-violencia-contra-mulheres.shtml).

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Carregando comentários...