Encerramento da 1ª Teia Amazonas define propostas estratégicas e elege delegados para etapa nacional da Cultura Viva
O Palacete Provincial sediou o encerramento da 1ª Teia Amazonas – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, um marco para a Política Cultura Viva no estado. O evento, promovido pelo Governo do Amazonas e pelo MinC, consolidou propostas estratégicas em três eixos temáticos (Plano Nacional de Cultura Viva, Governança e Sustentabilidade), focando na inclusão do 'fator amazônico' e nas pautas ambientais. Foram eleitos 30 delegados que representarão o estado na etapa nacional em março, em Espírito Santo, visando influenciar o Plano Nacional de Cultura Viva para a próxima década. O encerramento foi celebrado com um grande cortejo cultural.
Tucupi

Destaque
O Palacete Provincial, em Manaus, foi o palco do encerramento da 1ª Teia Amazonas – Pontos de Cultura pela Justiça Climática na última sexta-feira (30/01), consolidando um dos eventos mais significativos para a Política Cultura Viva no Amazonas recentemente. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa em colaboração com o Ministério da Cultura, reuniu produtores culturais de diversas regiões para formalizar estratégias essenciais que unem a preservação das tradições locais com a premente temática ambiental. O objetivo principal foi fortalecer a rede de Pontos e Pontões de Cultura do estado, preparando-os para a etapa nacional, onde as diretrizes locais influenciarão diretamente o futuro da política cultural federal.
Durante o último dia do evento, os participantes se engajaram em intensos debates divididos em três eixos temáticos cruciais. No Eixo 1, focado no Plano Nacional de Cultura Viva, destacou-se a aprovação da proposta por um Fomento Territorializado e Sustentável da Cultura Viva na Amazônia, que defende mecanismos permanentes de financiamento com critérios adaptados à realidade amazônica, incluindo a obrigatoriedade de ações ambientais em todos os projetos apoiados. Já o Eixo 2 abordou a Governança e Gestão Compartilhada, propondo a assessoria técnica permanente aos Pontos de Cultura e a ampliação das cadeiras de representação nos conselhos decisórios, buscando descentralizar recursos e garantir a continuidade das políticas públicas culturais para além de mandatos governamentais. O Eixo 3 centrou-se na Sustentabilidade da Criação Artística, pleiteando maior acesso a editais para povos originários e comunidades periféricas, e integrando a cultura como instrumento chave para a justiça climática.
Um momento fundamental da culminância da Teia Amazonas foi a eleição democrática dos 30 delegados, juntamente com suplentes, que terão a responsabilidade de levar as vozes e as propostas amazonenses para a etapa nacional, que ocorrerá entre 24 e 29 de março em Aracruz, Espírito Santo. Este processo eleitoral garantiu uma representação plural, abrangendo a capital e o interior do estado. Segundo Lydia Lúcia, responsável pela organização, o evento marca a retomada de um fórum essencial após 12 anos, capacitando mais de 300 novos Pontos de Cultura ávidos por informação e engajamento nas políticas públicas. O encerramento foi celebrado com um vibrante cortejo cultural, incluindo apresentações de grupos como o Maracatu Pedra Encantada e o Grupo Folclórico Flores do Carimbó, reforçando o protagonismo da cultura nortista na construção de um futuro cultural mais justo e plural para o Brasil. As propostas e delegados agora seguem para moldar o Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos dez anos, conforme noticiado em https://cultura.am.gov.br/construcao-coletiva-de-propostas-e-eleicao-de-delegados-para-a-etapa-nacional-encerram-1o-teia-amazonas/.
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