Mar Agitado no Rio Gera Mais de Mil Salvamentos em Dois Dias, Foco em Buscas por Jovem Desaparecido

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro registrou 1.167 salvamentos em praias cariocas em apenas dois dias, impulsionados por um mar agitado e pela desobediência dos banhistas às sinalizações. O alto número de resgates levou à manutenção de buscas intensas por um jovem de 14 anos desaparecido na Praia de Copacabana, com o uso de drones e sonares.

Tucupi

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Mar Agitado no Rio Gera Mais de Mil Salvamentos em Dois Dias, Foco em Buscas por Jovem Desaparecido
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O litoral do Rio de Janeiro experimentou um período de intensa atividade para as equipes de salvamento, com o Corpo de Bombeiros fluminense contabilizando um total expressivo de 1.167 resgates em um intervalo de apenas dois dias, abrangendo o período entre a manhã de quarta-feira (31) e a noite de ontem (1º). Os dados oficiais da corporação apontam que as praias da Zona Sul foram as mais afetadas pela ressaca marítima, com Ipanema liderando o ranking de ocorrências, seguida de perto por Copacabana e Leme, totalizando a vasta maioria dos chamados de emergência recebidos. Este volume elevado de salvamentos, que contrasta drasticamente com os 29 resgates registrados no Réveillon passado, foi atribuído pelo Tenente-Coronel Fábio Contreiras, porta-voz da corporação, à combinação de um mar excepcionalmente agitado com a persistente desobediência de banhistas às orientações de segurança. Segundo o porta-voz, muitos banhistas ignoraram as bandeiras de alerta demarcadas pelos postos salva-vidas, demonstrando um comportamento de alto risco em condições oceânicas adversas que exigiram intervenção imediata das equipes de resgate. A situação de maior gravidade que demandou mobilização de recursos extensivos envolve as buscas por um adolescente de 14 anos, residente em Campinas (SP), que foi tragado pela correnteza na Praia de Copacabana na última quarta-feira. O jovem foi atingido pela força das ondas, que atingiram até 2,5 metros de altura naquele dia, mesmo estando próximo à faixa de areia, o que evidencia o perigo extremo das águas naquele momento de forte agitação. As operações de busca e salvamento tornaram-se complexas e contínuas, com o estabelecimento de um posto de comando estratégico em frente ao Posto 2, local exato onde o jovem foi visto pela última vez antes de ser levado pela água. Diversos militares estão envolvidos em uma coordenação minuciosa que inclui patrulhas de superfície utilizando motos aquáticas e o emprego de embarcações equipadas com botes infláveis de resgate, reforçando o compromisso das forças de segurança em localizar a vítima desaparecida, sendo este o único caso de busca ativa em andamento no momento da divulgação dos dados. As táticas empregadas pelas autoridades para otimizar a localização do jovem refletem o uso intensivo de tecnologia de ponta em operações de resgate costeiro, um modelo que pode ser replicado em outras áreas com desafios ambientais semelhantes. Além das equipes aquáticas especializadas, os bombeiros estão utilizando drones de última geração para realizar varreduras aéreas detalhadas ao longo de toda a orla da Zona Sul do Rio de Janeiro, complementadas por sobrevoos diários com helicópteros que fornecem uma visão panorâmica essencial da área crítica de busca. Adicionalmente, mergulhadores especializados estão conduzindo trabalhos subaquáticos, guiados por sonares instalados em embarcações que mapeiam o fundo do mar com alta precisão, na tentativa de obter um resultado positivo neste caso específico. A corporação aproveita a divulgação para reiterar o alerta constante sobre os riscos de permanecer na zona de arrebentação sob condições de mar agitado, enfatizando a necessidade de seguir estritamente as orientações dos salva-vidas. Fonte: Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/bombeiros-fizeram-1-167-salvamentos-em-dois-dias-na-orla-do-rio/).

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