Roraima em Alerta: Governador pede Segurança Redobrada na Fronteira com Venezuela temendo nova onda migratória
O governador de Roraima, Antonio Denarium, expressou preocupação com uma possível nova onda migratória vinda da Venezuela, decorrente de possíveis instabilidades após a captura de Nicolás Maduro. Ele solicitou reforço na segurança de fronteira e maior rigor federal na entrada de estrangeiros no Brasil, temas que afetam diretamente a logística de acolhimento do estado.
Tucupi

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O cenário político na Venezuela, potencialmente agitado pela captura do líder Nicolás Maduro por forças norte-americanas, gerou um estado de alerta imediato no governo de Roraima. O governador Antonio Denarium declarou publicamente que este é um momento crucial para exigir "segurança redobrada" ao longo da fronteira terrestre, antecipando um possível êxodo em massa de cidadãos venezuelanos em direção ao Brasil. Segundo a avaliação do chefe do executivo estadual, a dimensão de qualquer nova crise humanitária e migratória dependerá estritamente da maneira como se desenrolará a transição ou a resistência de poder no país vizinho. Denarium enfatizou que, em caso de confrontos ou resistência por parte de setores ligados ao regime chavista, o fluxo migratório para estados brasileiros como Roraima e, consequentemente, o Amazonas, tenderá a se intensificar drasticamente, sobrecarregando a já pressionada infraestrutura de acolhimento e os serviços públicos locais.
Esta preocupação com a dinâmica fronteiriça não é inédita, mas ganhou urgência imediata com os recentes desenvolvimentos diplomáticos e de segurança internacional. O governador Denarium já havia levado sua apreensão ao Palácio do Planalto em dezembro, reunindo-se com o Presidente Lula e ministros de pastas estratégicas, incluindo Relações Institucionais, Casa Civil, Justiça e Relações Exteriores. Durante este encontro fundamental, o governador detalhou a dimensão da crise atual, mencionando que o Presidente Lula demonstrou grande inquietação diante do dado de que aproximadamente 1,4 milhão de pessoas já haviam ingressado no território nacional provenientes da Venezuela até aquele momento. Além do apelo constante por maior fiscalização na linha de fronteira, Denarium fez pedidos específicos ao governo federal, um dos quais é a construção de um presídio federal destinado a abrigar os cerca de 500 cidadãos venezuelanos já condenados pela Justiça brasileira, um gargalo logístico e de segurança que tem onerado a administração da justiça no estado de Roraima.
Adicionalmente, o governador de Roraima propôs uma alteração institucional de longo prazo que impacta diretamente a política migratória nacional, cujos reflexos são sentidos em toda a região Norte. Ele solicitou formalmente que o governo federal apresente ao Congresso Nacional um projeto de lei específico para reabrir e debater as normas de entrada de estrangeiros no país. Denarium sustenta que o sistema vigente é excessivamente permissivo, facilitando o ingresso de indivíduos sem a devida e rigorosa checagem de antecedentes criminais internacionais. "Hoje qualquer um entra no Brasil sem nenhum tipo de antecedente", criticou o governador, exigindo um rigor muito mais estrito nos procedimentos de triagem, independentemente da origem geográfica dos solicitantes, seja da Europa, Ásia ou da própria América do Sul. Tais medidas de controle fronteiriço e imigratório são consideradas vitais para os estados da Amazônia Legal, que absorvem a maior parte desse fluxo humano e dependem de uma coordenação federal robusta e antecipada para gerir as consequências sociais, econômicas e ambientais decorrentes dessa pressão migratória. (Fonte: CNN Brasil - {url})
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