Retrospectiva de 2025: Charges de Myrria Destacam Críticas a David Almeida e Polarização Política no Amazonas

O chargista Carlos Augusto Myrria, do jornal A CRÍTICA, revisita os momentos políticos mais marcantes de 2025 através de suas charges, destacando a intensa polarização política local. As críticas centrais recaem sobre o aumento salarial aprovado (e posteriormente suspenso pela justiça) para o Prefeito de Manaus, David Almeida, e vereadores, além da disputa por subsídios de passagem de ônibus entre a prefeitura e o Governo do Amazonas. O artigo também menciona outras polêmicas regionais, como o gasto com aluguel de picapes para deputados estaduais e o baixo desempenho do Amazonas no ENEM.

Tucupi

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Retrospectiva de 2025: Charges de Myrria Destacam Críticas a David Almeida e Polarização Política no Amazonas
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Destaque
O renomado chargista do jornal A CRÍTICA, Carlos Augusto Myrria, realizou uma retrospectiva detalhada dos eventos políticos mais contundentes ocorridos no ano de 2025, utilizando suas ilustrações satíricas como um espelho das tensões e conflitos vivenciados no cenário, com foco particular nas disputas que agitaram o Amazonas. Em sua avaliação visual, 2025 foi um ano de intensa agitação administrativa e política, marcada por decisões controversas que geraram forte reação popular na capital manauara. Um dos pontos críticos abordados por Myrria foi a polarização persistente que se manifestou em atos administrativos questionáveis, mesmo fora do ciclo eleitoral tradicional. O artista dedicou atenção especial à controvérsia gerada pelo polêmico aumento salarial concedido ao Prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e aos membros da Câmara Municipal da capital, um reajuste que, cabe ressaltar, acabou sendo suspenso por decisão judicial. Este episódio, magistralmente capturado nas charges, ilustra de forma contundente a insatisfação popular com a gestão dos recursos públicos e a percepção de privilégios institucionais em um cenário de demandas sociais urgentes. A análise de Myrria não se restringiu apenas às questões diretamente ligadas à prefeitura, mas também sublinhou a contínua disputa por poder e responsabilidades fiscais na região, exemplificada pelo intenso embate envolvendo o subsídio necessário para a tarifa do transporte público de Manaus. A tentativa de elevar a passagem, passando de R$ 4,50 para R$ 6,00, catalisou um conflito aberto entre o Executivo Municipal, chefiado por David Almeida, e o Governo do Estado, conduzido por Wilson Lima. O prefeito municipal alegou atrasos estaduais no repasse de verbas destinadas ao custeio do passe estudantil, usando tal justificativa para condicionar a manutenção da gratuidade de tarifas à resolução dessas pendências financeiras. Tais querelas sobre subsídios e repasses, que inevitavelmente impactam o custo de vida e a mobilidade urbana diária dos cidadãos manauaras, foram um tema central nas críticas do chargista, evidenciando como as disputas entre os poderes executivos se traduzem em consequências tangíveis e imediatas para a população da maior metrópole da Amazônia. Ademais, o panorama político-social regional coberto pela retrospectiva de Myrria incluiu outras manifestações de prioridades governamentais consideradas questionáveis pela sociedade. Entre elas, destacou-se o expressivo dispêndio com a locação de 37 veículos do tipo picape, um contrato que totalizou cerca de R$ 6 milhões anuais destinados exclusivamente ao uso dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Esse gasto com frota, custeado por verbas públicas, ganhou notoriedade midiática após a recondução de Roberto Cidade à presidência da Casa Legislativa. Em um contraste severo com os gastos públicos, o péssimo desempenho educacional do estado foi outro ponto de dor abordado na arte, com o Amazonas figurando, lamentavelmente, na última colocação entre todas as unidades federativas nas médias nacionais do ENEM. Essa realidade, que Myrria qualificou metaforicamente como um "reprovado" estadual, exige uma reflexão profunda sobre a eficácia das políticas públicas educacionais implementadas na região ao longo do ano, conforme noticiado e ilustrado em detalhe por A CRÍTICA.

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