Banco Central reitera compromisso com meta de inflação de 3% em nota de acompanhamento sobre descumprimento do alvo
O Banco Central (BC) reiterou seu compromisso em trazer a inflação de volta ao centro da meta de 3% em seu Relatório de Política Monetária (RPM). O BC reconheceu o descumprimento do alvo contínuo em junho, mas apontou que a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,46% em novembro, entrando na banda de tolerância. A autoridade monetária atribui a desaceleração à moderação da demanda agregada e espera convergência gradual, influenciada pelos efeitos da política monetária contracionista.
Tucupi

Destaque
O Banco Central do Brasil (BC) utilizou seu Relatório de Política Monetária (RPM), divulgado na quinta-feira, 18 de dezembro, para reafirmar seu firme compromisso em conduzir a inflação de volta ao centro da meta estabelecida, que é de 3%. Esta comunicação ocorre em um momento sensível, marcado pelo descumprimento pontual do alvo, mas com sinais de convergência no horizonte relevante de atuação da política monetária. A autarquia destacou que o reenquadramento dos índices inflacionários dentro da margem de tolerância aceitável é uma fase esperada e natural do processo de desinflação que vem sendo conduzido. A nota técnica sublinha que as decisões tomadas pelo órgão são meticulosamente planejadas para assegurar que os indicadores se alinhem com as metas projetadas nos próximos trimestres, focando na sustentabilidade da estabilidade de preços no país.
No detalhamento do relatório, o BC reconheceu que o alvo contínuo da inflação foi ultrapassado em junho, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 5,35% em um período de 12 meses, mantendo-se acima do teto de 4,50% por seis meses consecutivos. Contudo, houve uma melhora significativa observada em novembro, com o IPCA recuando para 4,46%, posicionando-se, portanto, abaixo do limite superior da meta. Segundo a análise da autoridade monetária, essa desaceleração nos preços ao consumidor está em consonância com o cenário de referência previsto pelo BC. Um fator crucial para essa dinâmica é a moderação da demanda agregada na economia, cujos sinais de arrefecimento foram perceptíveis nas medições recentes de atividade econômica brasileira, um panorama relevante para o controle inflacionário em nível nacional.
O documento prossegue detalhando como a estrutura de consumo tem sido afetada, citando, por exemplo, que o crescimento do consumo das famílias no terceiro trimestre de 2025 foi inferior ao registrado nos períodos anteriores, um reflexo do esfriamento na renda disponível da população. Adicionalmente, o elevado endividamento e o aumento do comprometimento da renda com o pagamento de dívidas também são mencionados como fatores que podem ter restringido a capacidade de expansão do consumo. Para os próximos meses, as projeções do BC apontam para uma redução gradual do hiato do produto, que ainda se mantém positivo, indicando que a economia opera acima de seu potencial. O Banco Central sinaliza um aumento na confiança em relação ao sucesso do processo de desinflação, embora os componentes que puxam a taxa para cima, como inércia e expectativas, ainda sejam significativos na composição do desvio em relação à meta central de 3%. Os efeitos da política monetária contracionista adotada devem se manifestar de forma mais intensa, promovendo a acomodação adicional dos fatores inflacionários, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/bc-reforca-compromisso-com-meta-de-3-em-nota-de-acompanhamento-sobre-descumprimento-do-alvo/).
Comentários
Deixe seu comentário
Carregando comentários...
