Programa Mais Médicos amplia atendimento com 32 novos profissionais para a saúde indígena

O Programa Mais Médicos adicionou 32 novos profissionais em 17 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), visando reduzir o tempo de espera e garantir atendimento contínuo para comunidades indígenas, inclusive as remotas. Este reforço eleva o total de médicos atuando nos DSEI para 675, representando um aumento de 259% desde 2022. Os novos médicos passaram por treinamento específico sobre a realidade intercultural e as políticas de saúde indígena.

Tucupi

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Programa Mais Médicos amplia atendimento com 32 novos profissionais para a saúde indígena
camera_altFoto: acritica
Destaque
O atendimento à saúde nas comunidades indígenas do Brasil recebeu um impulso significativo através do Programa Mais Médicos, conforme noticiado pelo portal A Crítica. A iniciativa enviou 32 novos profissionais para reforçar o corpo clínico em 17 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) espalhados por diversas regiões do país, incluindo o Amazonas, um dos estados com maior presença indígena. O objetivo primordial desta expansão é otimizar a assistência, diminuindo o tempo de espera por consultas e assegurando um cuidado ininterrupto às populações que residem em áreas de difícil acesso e isoladas, um desafio logístico constante para a saúde pública regional. A alocação desses médicos é determinada pelos próprios DSEI, que avaliam a demanda assistencial, a epidemiologia local e a complexidade territorial para distribuir os recursos de forma estratégica, garantindo que o reforço chegue onde é mais crucial para a população nativa. O impacto desta política no último biênio é notável, com o secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, destacando que a cobertura do programa cresceu exponencialmente. A chegada dos 32 novos contratados eleva o número total de médicos atuando nos 34 DSEI existentes para 675 profissionais, o que representa um aumento expressivo de 259% em relação ao efetivo de 2022, que contava com 188 médicos. Esta ampliação reflete um esforço federal para mitigar o déficit histórico de cobertura médica em territórios indígenas, que frequentemente sofrem com a precariedade de infraestrutura e isolamento geográfico. A lista dos distritos beneficiados inclui áreas críticas como Alto Rio Negro e Vale do Javari, ambos localizados no Amazonas, sublinhando a importância do reforço na infraestrutura de serviços públicos voltados a esses grupos sociais específicos. Além da alocação propriamente dita, os profissionais recém-chegados foram submetidos a um treinamento obrigatório, o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), essencial para quem possui formação internacional. Este módulo foca na adaptação ao contexto intercultural e multiétnico, abordando temas vitais como a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), a territorialidade e as particularidades do pré-natal e da saúde da mulher indígena. Tópicos como o manejo de acidentes com animais peçonhentos e a integração com saberes tradicionais foram incluídos nas aulas conduzidas pelas equipes técnicas da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI). Este preparo visa garantir não apenas a competência técnica, mas também o respeito às especificidades culturais e sociais, fundamentais para um atendimento humanizado e eficaz no cenário da saúde indígena, conforme detalhado pela matéria veiculada em https://www.acritica.com/geral/mais-medicos-amplia-atendimento-com-mais-profissionais-para-a-saude-indigena-1.391801.

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