Déficit Federal em Novembro Atinge R$ 20,172 Bilhões Devido à Queda em Receitas Não Administradas, Informa Tesouro Nacional

O Tesouro Nacional, através do Secretário Rogério Ceron, explicou que o déficit primário do Governo Central em novembro de 2025, totalizando R$ 20,172 bilhões, foi resultado da menor arrecadação de receitas não administradas, como dividendos e concessões, em comparação com o ano anterior. Este resultado reverteu o superávit de outubro e superou as projeções de mercado.

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Déficit Federal em Novembro Atinge R$ 20,172 Bilhões Devido à Queda em Receitas Não Administradas, Informa Tesouro Nacional
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Destaque
O Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, trouxe esclarecimentos cruciais sobre o desempenho das contas federais no penúltimo mês de 2025, período em que o Governo Central registrou um expressivo déficit primário de R$ 20,172 bilhões. Este valor contrasta fortemente com o superávit robusto de R$ 36,527 bilhões observado em outubro do mesmo ano, configurando uma mudança de cenário fiscal em um curto espaço de tempo. Ceron atribuiu a maior parte deste resultado negativo à performance abaixo do esperado das chamadas receitas não administradas. Este grupo de receitas, que inclui resultados do Tesouro, Previdência Social e Banco Central, apresentou uma redução significativa em relação ao ano anterior, pressionando o resultado consolidado e ficando acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que apontava para um déficit menor, na faixa de R$ 13,250 bilhões. A análise detalhada apresentada pelo Secretário mostrou que a principal alavanca dessa deterioração momentânea foi a comparação desfavorável com novembro de 2024. Especificamente, houve um volume menor de pagamentos de dividendos em 2025, além de uma arrecadação reduzida proveniente de concessões de ativos. O ano anterior, 2024, havia sido beneficiado por entradas extraordinárias, como a concretização da concessão da Copel, o que inflacionou positivamente as receitas não rotineiras daquele período. Apesar do revés pontual de novembro, Ceron buscou transmitir cautela, afirmando que a trajetória da arrecadação no acumulado do ano fiscal de 2025 ainda demonstra um crescimento positivo geral, sugerindo que o impacto do mês isolado pode não refletir a tendência anual completa. As variações nas receitas não administradas sempre representam um ponto de atenção para a política fiscal brasileira, dada a sua natureza não recorrente e, consequentemente, menos previsível. Um déficit primário desta magnitude, mesmo que atribuído a fatores pontuais, exige um monitoramento rigoroso para garantir o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o fechamento do ano. É importante notar que a saúde fiscal da União impacta diretamente o ambiente econômico nacional, influenciando repasses e o ritmo de investimentos em todas as esferas, incluindo o desenvolvimento de estados como o Amazonas. Os agentes econômicos e o setor público seguirão atentos aos próximos comunicados do Tesouro Nacional para avaliar a sustentabilidade da trajetória de arrecadação. Para mais informações sobre a divulgação oficial destas contas, acesse o link da notícia: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/alta-do-deficit-em-novembro-se-deve-a-menos-receitas-nao-administradas-diz-tesouro/.

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