Desigualdade em Óbitos por Covid, Açaí Sustentável no Pará e Hidrovia Tocantins-Araguaia Impactam Região Norte

Um levantamento revelou que municípios brasileiros de porte médio (100,1 mil a 500 mil habitantes) sem plena capacidade estatal registraram o maior número de óbitos em 2020. Paralelamente, o modelo de produção sustentável com açaí, cacau e dendê em Tomé-Açu (PA) é destacado como um caso de sucesso para o desenvolvimento da Amazônia. Além disso, uma decisão judicial no Pará autorizou o prosseguimento do polêmico projeto da hidrovia Tocantins-Araguaia, com grande relevância para a infraestrutura da Região Norte.

Tucupi

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Desigualdade em Óbitos por Covid, Açaí Sustentável no Pará e Hidrovia Tocantins-Araguaia Impactam Região Norte
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Destaque
Um estudo recente, com dados que refletem o cenário nacional de gestão de crises sanitárias em 2020, aponta para uma vulnerabilidade estrutural em municípios de porte intermediário. Especificamente, as cidades brasileiras com população entre 100,1 mil e 500 mil habitantes, que apresentavam limitação em sua capacidade estatal para resposta a emergências, foram as que concentraram o maior volume de registros de óbitos. Este achado sublinha as deficiências na distribuição de autonomia e recursos entre os entes federativos, uma problemática crônica que afeta especialmente a infraestrutura de saúde em regiões como a Amazônia, onde a dependência de suporte externo para a gestão de catástrofes é frequentemente alta e determinante para o resultado em termos de vidas perdidas. Apesar dos desafios na saúde pública, o desenvolvimento sustentável na Amazônia recebe um destaque positivo vindo do Pará. No município de Tomé-Açu, um modelo agroambiental consolidado tem demonstrado ser economicamente viável e ecologicamente responsável. A prática envolve o cultivo consorciado de açaí, cacau e dendê, o que não apenas gera renda sustentável para as comunidades locais, mas também atua como uma barreira efetiva contra o avanço das grandes monoculturas destrutivas. Esta técnica de produção integrada é vista como um importante referencial para o desenvolvimento socioeconômico na região amazônica, provando que é possível conciliar produtividade com a preservação da biodiversidade, um tema central no debate político e ambiental contemporâneo. Em outra frente, com vastas implicações logísticas e econômicas para toda a Região Norte, incluindo o Amazonas, foi noticiada uma decisão de instância judicial no Pará. Esta decisão reverteu um impedimento anterior e deu luz verde para a continuidade de um ambicioso projeto de infraestrutura: a instalação da hidrovia Tocantins-Araguaia. Projetos de grande porte como este sempre geram intensa controvérsia, equilibrando as expectativas de melhoria na matriz de transporte de cargas e integração econômica contra os potenciais danos ambientais e sociais inerentes à sua construção e operação. A validação judicial, portanto, reposiciona o debate sobre o futuro da infraestrutura na Amazônia, influenciando diretamente o escoamento de produção e o custo logístico da região, conforme reportado pela Folha de S.Paulo em sua seção de cotidiano.

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