Governo do Amazonas defende exploração de terras raras e avanço de projetos estratégicos para diversificar a economia local

O Governador do Amazonas, Wilson Lima, defendeu a exploração de minerais raros, como potássio e nióbio, para diversificar a economia do estado além da Zona Franca de Manaus (ZFM). A declaração foi feita durante a reunião do Codam, que aprovou R$ 925,8 milhões em investimentos para o PIM. Lima destacou que minerais críticos são essenciais para tecnologias futuras, como chips e transição energética, mencionando um licenciamento em andamento em Apuí. Adicionalmente, foram ressaltados avanços na autossuficiência energética com gás natural, a produção de baterias elétricas e o mercado de créditos de carbono.

Tucupi

Tucupi

Governo do Amazonas defende exploração de terras raras e avanço de projetos estratégicos para diversificar a economia local
camera_altFoto: acritica
Destaque
O governador do Amazonas, Wilson Lima, tem defendido ativamente a busca por novas fontes de desenvolvimento econômico para o estado, propondo que a exploração de recursos minerais estratégicos, como as terras raras, seja um pilar crucial para o futuro produtivo amazonense. Durante a última reunião do Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) do ano, que culminou na aprovação de 60 novos projetos com um investimento total de R$ 925,8 milhões para o Polo Industrial de Manaus (PIM), o governador enfatizou a importância de olhar além da tradicional indústria da Zona Franca. Lima informou que já existe um projeto de exploração de um mineral raro em fase de licenciamento no município de Apuí, localizado a mais de mil quilômetros de Manaus, sinalizando um movimento concreto para capitalizar sobre reservas de potássio, fosfato e nióbio presentes no território estadual. Esta estratégia visa posicionar o Amazonas como um ator relevante em cadeias globais de suprimentos, especialmente aquelas ligadas à tecnologia e à agenda ESG, que cada vez mais prioriza minerais críticos necessários para a transição energética mundial e a fabricação de componentes eletrônicos essenciais. O foco estratégico nestes minerais reflete uma análise alinhada a tendências de mercado, conforme apontado em relatórios especializados, que preveem uma demanda crescente por esses insumos. O governador explicou de forma didática que as terras raras são indispensáveis na composição de chips semicondutores, presentes em virtualmente todos os dispositivos tecnológicos modernos, desde equipamentos de projeção e comunicação até itens de uso pessoal. Esta dependência tecnológica sublinha o caráter estratégico que o Amazonas pode assumir ao explorar esses recursos naturais de forma planejada. Além da mineração, Lima reforçou que o estado tem construído uma base econômica mais robusta através da autossuficiência em energia elétrica, impulsionada por empreendimentos significativos baseados em gás natural, que prometem abastecer milhões de residências. A busca por diversificação também engloba a produção de baterias elétricas e o aproveitamento do potencial do estado no mercado de créditos de carbono, amparado por um arcabouço legal considerado um dos mais modernos do país para essa finalidade. Os números apresentados pelo Codam demonstram um momento de consolidação e transformação para o PIM. Os 60 projetos aprovados, incluindo implantação, diversificação e atualização, são projetados para gerar cerca de 2,1 mil postos de trabalho imediatos, sendo o maior volume anual de aprovações recentes. Wilson Lima utilizou estes dados para reafirmar a solidez do modelo da Zona Franca, mesmo diante de desafios como a pandemia e eventos climáticos extremos como as secas que historicamente afetam a logística da região. Há também uma clara migração no perfil produtivo, afastando-se gradualmente dos eletrodomésticos como carro-chefe, em direção a bens de informática de maior valor agregado e, crescentemente, a produtos da bioeconomia, como açaí em pó e condimentos regionais, visando inclusive o mercado de exportação. As projeções para 2025 são ambiciosas, estimando-se R$ 7,96 bilhões em investimentos industriais e a geração de 9,1 mil empregos, consolidando o setor que, até outubro, manteve uma média de 131.673 empregos formais. (Fonte: https://www.acritica.com/economia/wilson-lima-defende-terras-raras-para-desenvolvimento-da-economia-amazonense-1.391671)

Comentários

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Você receberá um e-mail para confirmar seu comentário.

Carregando comentários...