Flávio Bolsonaro acusa STF de inverter papéis e alega que há 'blindagem' no Senado para proteger Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro criticou duramente a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial do Ministro Alexandre de Moraes, durante a votação da PEC das Prerrogativas no Senado. Ele alegou que há uma 'blindagem' no Senado para proteger Moraes de investigações por supostos crimes de responsabilidade, mencionando também o processo contra seu irmão, Eduardo Bolsonaro. As críticas focam na atuação do STF em julgar e investigar seus próprios alvos.
Tucupi

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O cenário político brasileiro foi novamente agitado por declarações contundentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta quarta-feira (24), conforme noticiado pelo portal R7. Durante a tramitação de pautas relevantes no Congresso, o parlamentar dirigiu suas críticas mais severas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, especificamente, ao Ministro Alexandre de Moraes. A fala ocorreu no contexto da rejeição da PEC das Prerrogativas pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, apelidada por críticos de “PEC da Blindagem”. Flávio Bolsonaro acusou o Judiciário de inverter papéis processuais, afirmando que a mesma autoridade que seria a vítima de uma ofensa assume a posição de investigador, determina cautelares, quebra de sigilo e bloqueio de bens, culminando em um julgamento e condenação sem o devido processo legal justo. Esta percepção de parcialidade tem sido um tema recorrente entre críticos das ações do STF nos últimos anos, ecoando um sentimento de desconfiança institucional em partes do espectro político nacional.
As acusações do senador ganharam contornos mais pessoais ao vincular o comportamento do Ministro a processos envolvendo sua família. Ele questionou a legalidade de um ministro do STF declarar antecipadamente a inconstitucionalidade de um projeto de lei ainda em tramitação no Legislativo, classificando o ato como uma afronta direta à autonomia parlamentar. Além disso, Flávio Bolsonaro fez referência ao processo aberto contra seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, denunciado pela PGR por supostamente tentar influenciar a aplicação de sanções internacionais contra o Brasil. Segundo o senador, em vez de investigar os abusos alegados por seu irmão contra Alexandre de Moraes, o próprio Ministro teria iniciado um inquérito onde o denunciante se torna o investigado. Tais alegações levantam sérias questões sobre a separação de poderes e a imparcialidade nas investigações conduzidas pelo STF, gerando debates acalorados sobre os limites da atuação judicial no país.
O ponto central do discurso de Flávio Bolsonaro concentrou-se na alegação de que existe um mecanismo de proteção institucional em vigor. O senador afirmou categoricamente que, apesar de Alexandre de Moraes ter supostamente cometido “vários crimes de responsabilidade” previstos na Lei 1.079, existe uma “blindagem” estabelecida dentro do próprio Senado para garantir que nenhuma medida formal seja tomada contra ele. Ele ironizou a legitimidade de um ex-presidente da República ser julgado por cinco ministros, sendo que, em sua visão, três deles possuem inimizades publicamente declaradas contra o réu, questionando se essa conduta estaria de fato defendendo o Estado Democrático de Direito. Embora o Amazonas e Manaus não tenham sido citados diretamente, a discussão sobre a atuação do STF e a autonomia do Legislativo federal reflete um debate nacional com potenciais implicações para a estabilidade jurídica e política em todo o território nacional, inclusive nas relações entre o Executivo Federal e os estados. (Fonte: https://noticias.r7.com/record-news/hora-news/video/flavio-bolsonaro-diz-que-ha-uma-blindagem-no-senado-para-que-nada-aconteca-a-alexandre-de-moraes-24092025/)
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