Conselho de Veterinária Alerta para Crescimento de Esporotricose, Doença Zoonótica que Afeta Gatos
O Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP) emitiu um alerta sobre o aumento significativo de casos de esporotricose em gatos, uma doença fúngica de caráter zoonótico, que também pode ser transmitida a humanos. A doença, cuja transmissão ocorre primariamente por contato com solo contaminado ou por brigas entre animais, tem apresentado crescimento preocupante, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, levantando preocupações sobre a necessidade de vigilância sanitária em todo o país, incluindo o Amazonas.
Tucupi

Destaque
Autoridades sanitárias brasileiras estão em alerta diante da crescente incidência da esporotricose, uma micose causada pelo gênero *Sporothrix*, que afeta majoritariamente felinos e representa um risco constante à saúde pública nacional. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) salientou em comunicado o impacto considerável que esta zoonose já está gerando, tanto na saúde animal quanto na humana, com um aumento constante de notificações, notadamente nas regiões Sul e Sudeste do país. Embora o foco inicial da divulgação e da maior incidência observada venha do Sudeste, a característica zoonótica da esporotricose e a natural mobilidade de animais domésticos e pessoas sugerem que outras regiões, como o Amazonas e sua capital, Manaus, devem intensificar a vigilância epidemiológica. A doença já possui registro em diversas partes do Brasil e seu avanço em áreas urbanas densas é um fato consolidado há anos, exigindo uma resposta coordenada.
Os gatos se destacam como vetores cruciais na cadeia de contágio devido à sua capacidade de hospedar o fungo em sua temperatura corporal. A infecção é usualmente adquirida por inoculação direta, que pode ocorrer pelo contato com solo contaminado, espinhos ou material vegetal infectado, mas a via mais comum identificada nos centros urbanos é o contato direto entre animais doentes, geralmente durante confrontos físicos como brigas e mordeduras. As secreções provenientes das lesões cutâneas desenvolvidas pelos gatos infectados constituem a principal rota de contaminação para outros animais e, subsequentemente, para seres humanos. O CRMV-SP enfatiza que, anualmente, o país registra cerca de mil casos em humanos, o que reforça a necessidade premente de desenvolver e implementar estratégias de controle e notificação que ultrapassem as fronteiras estaduais, alcançando áreas de grande expansão urbana e comunidades em regiões sensíveis como a Amazônia, onde o contato entre animais domésticos, fauna silvestre e humanos é frequente.
Um dos obstáculos mais significativos no manejo logístico e epidemiológico reside na ausência de obrigatoriedade padronizada para a notificação de casos em animais em grande parte do território nacional, o que impede uma quantificação exata da dimensão real da ameaça e dificulta a implementação de planos de contingência eficazes. Embora a manifestação humana da esporotricose possua notificação compulsória em muitas esferas, as formas zoonóticas frequentemente ficam sob o guarda-chuva de meras recomendações sanitárias. A situação é agravada pelo fato de que a doença, se não for prontamente diagnosticada e tratada, pode progredir para quadros severos em indivíduos com o sistema imunológico comprometido, com potencial de atingir órgãos internos como pulmões e estruturas ósseas. Portanto, a recomendação às autoridades e ao público é inequívoca: tutores de gatos que notem o surgimento de nódulos, úlceras ou feridas de difícil cicatrização devem buscar assistência veterinária imediata, enquanto a população geral deve permanecer atenta aos primeiros sinais da enfermidade, cujo período de incubação pode se estender por até três meses após a exposição ao agente causador. Estas informações são baseadas na reportagem originalmente veiculada pelo Jornal de Brasília, acessada em {url}.
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