Governador de Roraima solicita fechamento da fronteira com a Venezuela temendo nova onda de refugiados
O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), formalizou um pedido ao governo federal para o fechamento temporário da fronteira com a Venezuela, motivado pelo temor de um novo êxodo migratório provocado por instabilidade política e relatos de intervenção militar no país vizinho, incluindo a prisão de Nicolás Maduro. Denarium argumenta que o estado já enfrenta custos sociais e de segurança insustentáveis com a atual população refugiada e busca uma medida emergencial para controlar o fluxo fronteiriço.
Tucupi

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O governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), manifestou profunda preocupação com a possibilidade de um fluxo migratório em massa de cidadãos venezuelanos em direção ao Brasil, em decorrência dos recentes eventos políticos e militares no país vizinho, notadamente a prisão do ditador Nicolás Maduro após uma intervenção liderada pelos Estados Unidos. Denarium enfatizou que a infraestrutura e a capacidade de acolhimento do estado de Roraima estão sendo severamente pressionadas pela atual presença de refugiados, e qualquer aumento significativo nesta população tornaria a situação insustentável para os serviços públicos estaduais. Ele destacou que Roraima, com uma população total de cerca de 700 mil habitantes, já abriga aproximadamente 190 mil venezuelanos, o que representa um impacto desproporcional nos orçamentos estaduais e na capacidade operacional das instituições locais.
Em resposta a este cenário de instabilidade aguda, o chefe do executivo roraimense formalizou um pedido ao governo federal, liderado pelo Presidente Lula, para que a fronteira terrestre com a Venezuela, especificamente no município de Pacaraima, fosse fechada provisoriamente. A solicitação visa criar uma barreira temporária durante este período de crise, permitindo que as autoridades brasileiras avaliem e se preparem para um possível novo êxodo migratório. Segundo informações do governo estadual, a fronteira já registra a entrada diária de 300 a 500 pessoas, um número que pode escalar rapidamente para patamares de 2.000 por dia, revivendo o pico de 2019. Denarium relatou ter mantido conversas com diversos ministros federais, incluindo os das pastas da Casa Civil, Defesa, Relações Institucionais e Relações Exteriores, para comunicar a urgência da medida. Conforme noticiado, a Polícia Federal teria acatado o pedido e implementado o fechamento poucas horas após a sugestão formal, visando a contenção imediata.
As implicações orçamentárias e sociais para Roraima são o cerne da preocupação expressa pelo governador. Denarium alegou que cerca de 30% dos gastos estaduais na área da saúde são destinados ao atendimento da população imigrante venezuelana, um ônus que sobrecarrega um sistema já fragilizado pela gestão interna. Adicionalmente, ele apontou que aproximadamente 30% das ocorrências criminais registradas no estado envolvem nacionais venezuelanos, o que demanda um reforço na segurança pública, igualmente custeado pelo erário estadual. Embora a Operação Acolhida do governo federal realize a interiorização mensal de cerca de 2.000 refugiados para outras unidades da federação com oportunidades de emprego, o fluxo imediato na fronteira exige uma resposta emergencial para mitigar o colapso dos serviços essenciais. A decisão de fechar a fronteira visa, primariamente, controlar o fluxo até que haja um restabelecimento da normalidade política na Venezuela, conforme defendido pelo governador junto ao Planalto Central. A notícia foi divulgada originalmente na coluna Painel da Folha de S.Paulo, em 2 de janeiro de 2026, disponível no endereço eletrônico fornecido (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/painel/2026/01/governador-de-roraima-pede-fechamento-da-fronteira-com-a-venezuela-e-teme-onda-de-refugiados.shtml).
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