ONS Prevê Chuvas Abaixo da Média em Todas as Regiões do País em Janeiro, Afetando Afluência de Hidrelétricas
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta que as chuvas de janeiro ficarão abaixo da média histórica em todos os subsistemas do Brasil, impactando a Energia Natural Afluente (ENA) das usinas hidrelétricas. A região Norte registrará 85% da média, enquanto o Nordeste sofrerá a maior queda, com apenas 55%. Apesar disso, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem subir para 53,5% da capacidade ao final do mês, e a carga de energia nacional é esperada com um crescimento de 1,6% em janeiro de 2025.
Tucupi

Destaque
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu um alerta crucial sobre as condições hidrológicas esperadas para janeiro, indicando que as chuvas previstas para as bacias hidrográficas que alimentam as usinas hidrelétricas em todo o território nacional deverão se situar abaixo das médias históricas. Esta projeção, divulgada recentemente, tem implicações diretas e significativas na geração de energia elétrica do país, que permanece fortemente dependente da matriz hídrica, sendo um fator essencial para a estabilidade econômica e o planejamento energético nacional. As estimativas apontam para uma Energia Natural Afluente (ENA) abaixo do padrão em todos os subsistemas regionais, o que exige um monitoramento rigoroso da capacidade de armazenamento dos reservatórios e a adoção de estratégias operacionais robustas para evitar qualquer estresse no sistema elétrico ao longo do próximo mês, especialmente considerando a esperada elevação na demanda energética.
A região Norte, que inclui o estado do Amazonas e é vital para o Sistema Interligado Nacional (SIN), deverá registrar um volume de chuvas correspondente a 85% da sua média histórica, de acordo com as projeções atualizadas do ONS. Embora este índice seja o mais próximo da normalidade entre as regiões analisadas, o Nordeste enfrentará o cenário mais adverso, com previsão de apenas 55% da média esperada de precipitação. Enquanto isso, o Sudeste/Centro-Oeste e o Sul terão, respectivamente, 83% e 75% da afluência histórica projetada. Este quadro de escassez hídrica generalizada, mesmo com variações regionais de intensidade, reforça a necessidade de cautela na gestão dos recursos hídricos, visto que a forte dependência da geração hidrelétrica coloca a economia brasileira em um ciclo sensível aos regimes pluviométricos, com repercussões diretas nos custos da energia e na previsibilidade industrial.
Contrariando parcialmente a expectativa de baixa afluência geral, os principais reservatórios do país, concentrados principalmente na região Sudeste/Centro-Oeste, devem encerrar janeiro em torno de 53,5% de sua capacidade total. Este nível representa uma recuperação notável em comparação com o início da semana em que os dados foram coletados, sugerindo uma gestão eficiente ou a ocorrência de chuvas recentes que ajudaram a mitigar o risco imediato de restrições severas. Paralelamente a essa gestão de reservatórios, o ONS estima um aumento na demanda nacional por energia elétrica, projetando um crescimento de 1,6% na carga média esperada para janeiro de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo a marca de 84.582 megawatts médios. Esse aumento na demanda, conjugado com a previsão de chuvas abaixo da média, intensifica o desafio de equilibrar a oferta e garantir a segurança energética para o início do ano, período que usualmente demanda maior utilização de termelétricas, fontes mais onerosas e poluentes, como medida de contingência, conforme detalhado nas informações fornecidas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/ons-preve-chuvas-abaixo-da-media-em-hidreletricas-em-janeiro/).
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