Greve dos Correios em Nove Estados Gera Preocupação com Entregas de Final de Ano

Funcionários dos Correios iniciaram uma greve em nove estados brasileiros devido a impasses na negociação do acordo coletivo de trabalho junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). A paralisação, que afeta Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e partes de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, levanta preocupações sobre possíveis atrasos nas entregas de final de ano. Os trabalhadores exigem reposição inflacionária e melhores adicionais, enquanto a estatal alega que a maioria do efetivo segue trabalhando e que medidas contingenciais estão em vigor, apesar de relatos de consumidores sobre atrasos.

Tucupi

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Greve dos Correios em Nove Estados Gera Preocupação com Entregas de Final de Ano
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Uma paralisação parcial dos Correios atingiu nove estados brasileiros, gerando apreensão quanto ao fluxo de correspondências e encomendas, especialmente em um período crítico como o final de ano. A greve foi deflagrada por trabalhadores representados por 12 dos 36 sindicatos existentes, concentrando-se em agências no Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e em áreas específicas de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os funcionários buscam avanços nas negociações do acordo coletivo, que estão sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), destacando a necessidade de reajuste salarial para cobrir a inflação acumulada, além de reivindicações por melhores adicionais, como 70% para férias e 250% para trabalhos realizados em fins de semana e feriados, além da manutenção de direitos adquiridos anteriormente. Em resposta ao movimento, a estatal Correios assegurou que 90% do seu efetivo estava em atividade na data do relatório e que as agências permaneceram abertas, com a manutenção das entregas em todo o território nacional, implementando o que chamou de "medidas contingenciais" para mitigar os impactos. No entanto, a notícia da greve já gerou repercussão nas redes sociais, com consumidores relatando atrasos e manifestando temor de que a situação comprometa o recebimento de compras feitas para as festividades de fim de ano. O TST interveio, determinando em decisão liminar que um efetivo mínimo de 80% dos funcionários deve permanecer ativo nas unidades com paralisação, sob pena de multa diária significativa por sindicato descumpridor, o que adiciona uma camada de pressão legal ao impasse. O cerne da discórdia reside na proposta de acordo apresentada, que, segundo a administração dos Correios, visa preservar benefícios em um contexto financeiro desafiador, projetando um déficit bilionário para o ano. Por outro lado, as federações sindicais, notadamente a Fentect, se posicionam firmemente contra qualquer proposta que implique perda de direitos já consolidados. A ministra do TST, Kátia Magalhães Arruda, criticou a deflagração da greve, indicando que ela compromete a boa-fé negocial, uma vez que houve um compromisso prévio das entidades sindicais de absterem-se de paralisações enquanto as discussões estivessem em andamento no Tribunal. As negociações estão em um ponto crucial, com a possibilidade de levar a definição das cláusulas para um dissídio coletivo, caso as assembleias não aceitem a proposta mediada até a data limite estipulada. As implicações desta greve, embora a estatal afirme que o impacto é limitado, são potenciais transtornos logísticos para toda a população brasileira, incluindo regiões como o Amazonas e sua capital, Manaus, que dependem intensamente dos serviços postais para comunicação e comércio, especialmente durante o pico de encomendas de fim de ano. A recomendação para os leitores é monitorar as atualizações e planejar com antecedência o envio e recebimento de itens essenciais. Para mais detalhes sobre a situação e as determinações judiciais, a notícia completa pode ser consultada em https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/funcionarios-dos-correios-entram-em-greve-em-9-estados-com-impacto-nas-entregas-de-final-de-ano/.

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