IBGE: Manaus figura entre as 10 maiores economias municipais de 2023, concentrando 1,2% do PIB nacional
O IBGE divulgou dados do PIB dos Municípios em 2023, revelando que apenas 10 cidades concentravam 24,5% da economia nacional. Manaus está entre as dez maiores, representando 1,2% do PIB brasileiro. A notícia destaca a concentração econômica e as variações de participação, incluindo o desempenho de Manaus no contexto nacional.
Tucupi

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recentemente publicou seu levantamento sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios referente ao ano de 2023, trazendo à luz a significativa concentração da riqueza gerada no país. Os dados apontam que, surpreendentemente, apenas dez municípios representaram quase um quarto de toda a economia brasileira, totalizando 24,5% do PIB nacional naquele período. Este cenário de alta concentração é um tema de relevância nacional, com implicações diretas na distribuição de recursos e no desenvolvimento regional nos estados e municípios, incluindo o Amazonas e sua capital, Manaus. A análise setorial mostra que o setor de serviços foi um motor fundamental para o aumento da participação das capitais no PIB geral, o que sugere dinâmicas internas importantes nestes grandes centros urbanos analisados pelo órgão federal.
No ranking das maiores economias municipais de 2023, a cidade de Manaus se destaca como uma das poucas representantes do Norte a figurar nesse seleto grupo das dez cidades mais ricas do Brasil. A capital amazonense detinha uma fatia de 1,2% do PIB brasileiro, colocando-se no mesmo patamar de Belo Horizonte e atrás apenas de gigantes como São Paulo (9,7%), Rio de Janeiro (3,8%) e Brasília (3,3%). Essa posição sublinha a importância econômica de Manaus dentro do panorama brasileiro, apesar dos desafios logísticos e estruturais inerentes à sua localização. A menção explícita de Manaus nesta lista de concentração é crucial para o Amazonas, pois influencia diretamente o planejamento fiscal e os investimentos federais direcionados à região, reforçando a necessidade de políticas específicas para potencializar essa base econômica existente.
A pesquisa do IBGE também revelou uma tendência de aumento da concentração econômica no Brasil, já que a participação combinada dos 5.543 municípios que não são capitais recuou de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023. Paralelamente, os 27 municípios que são capitais viram sua participação subir de 27,5% para 28,3% no mesmo intervalo. Essa dinâmica, impulsionada principalmente pelo avanço do setor de serviços nos centros urbanos maiores, exige uma observação atenta sobre como as cidades do interior, e em particular as do Amazonas fora da capital, podem ser estimuladas a crescer economicamente de forma mais equitativa. A comparação com municípios que tiveram perdas, muitos ligados à exploração de petróleo, como Maricá (RJ), também ilustra a volatilidade de economias altamente dependentes de um único setor primário ou extrativista, um alerta pertinente para a economia regional amazônica.
Os dados consolidados reforçam o poderio econômico dos maiores aglomerados urbanos, visto que os 100 municípios mais ricos somavam 52,9% do PIB do Brasil em 2023. A inclusão de Manaus neste patamar, embora positiva em termos de visibilidade e peso estatístico, deve servir de ponto de partida para discussões sobre como replicar os motores de crescimento observados nestas metrópoles – notadamente o avanço dos serviços – para outras áreas do estado do Amazonas. A análise detalhada, disponível através do Jornal de Brasília, fornece subsídios valiosos para gestores públicos e empresários que buscam entender as forças macroeconômicas que moldaram a distribuição de riqueza no ano passado, conforme noticiado em https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/dez-municipios-detinham-1-4-do-pib-em-2023-diz-ibge-sao-paulo-era-responsavel-por-97/.
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