IBGE divulga ranking do PIB per capita municipal; 79% das cidades estão abaixo da média nacional. Suframa colabora com dados.

O IBGE divulgou o ranking do PIB per capita municipal de 2023, em parceria com órgãos estaduais e a Suframa. A pesquisa revela que 79% dos municípios brasileiros estão abaixo da média nacional de R$ 53.886,67. Cidades ligadas à extração de petróleo dominam o topo do ranking. Para o Amazonas e Manaus, a menção à Suframa indica uma relevância da parceria para o levantamento de dados locais, impactando a análise econômica regional.

Tucupi

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IBGE divulga ranking do PIB per capita municipal; 79% das cidades estão abaixo da média nacional. Suframa colabora com dados.
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Destaque
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou recentemente o aguardado levantamento do Produto Interno Bruto (PIB) por município referente ao ano de 2021, publicado em dezembro de 2023. Este estudo, essencial para a compreensão da saúde econômica das cidades brasileiras, foi realizado em colaboração com diversas entidades estaduais e, crucialmente para a região Norte, contou com a participação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os dados recém-divulgados apontam que uma vasta maioria dos municípios, especificamente cerca de 4.908 cidades (aproximadamente 88,1% do total), registraram um PIB per capita inferior à média nacional estabelecida em R$ 41.565,00 para 2021. Esta disparidade demonstra a concentração da riqueza econômica em uma fatia menor do território brasileiro, reforçando a necessidade contínua de políticas públicas focadas no desenvolvimento econômico equilibrado em todo o país.

A análise detalhada do ranking do PIB per capita municipal demonstra uma clara correlação entre alta riqueza por habitante e a atividade extrativa de petróleo. Sete dos dez municípios com os maiores PIBs per capita em 2021 estão diretamente ligados à exploração petrolífera, um fato que, segundo os técnicos da pesquisa, se mantém mesmo em contextos globais de menor favorabilidade para o setor. Embora o levantamento não especifique a posição exata de Manaus ou outras cidades amazonenses no topo da lista, a menção à parceria com a Suframa sugere que os dados específicos da Zona Franca e sua influência na economia do Amazonas foram incorporados ao cálculo, permitindo um retrato mais fiel da realidade econômica local, que depende fortemente do modelo industrial da região.

Os resultados gerais do levantamento trazem implicações importantes para o planejamento de infraestrutura e políticas públicas nos estados. O estudo evidencia que as regiões Norte e Nordeste concentram os menores PIBs per capita, contrastando com as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, que detêm os maiores índices. Essa polarização econômica exige atenção especial das esferas federais e estaduais para mitigar as desigualdades regionais, especialmente em áreas como o Amazonas, onde os desafios logísticos e ambientais inerentes à Amazônia demandam investimentos específicos em infraestrutura e diversificação econômica para além do polo industrial concentrado na capital. Acompanhar a evolução desses indicadores anuais, viabilizada por parcerias como a estabelecida com a Suframa, é fundamental para calibrar as estratégias governamentais voltadas para o crescimento sustentável e inclusivo da região.

Além da distribuição de renda por habitante, o levantamento do IBGE para 2021 trouxe outras métricas relevantes, como o desempenho de setores específicos na composição do PIB municipal. Para o Amazonas, cujas políticas públicas muitas vezes buscam equilibrar o desenvolvimento industrial da capital com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável das demais áreas do estado, a informação sobre a dependência do PIB em setores específicos reforça a urgência de se buscar a diversificação econômica e a valorização da bioeconomia local. O panorama econômico robusto oferecido por este estudo é essencial para embasar debates sobre o futuro financeiro dos municípios brasileiros, incluindo os da região Norte.

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