Família de suspeita de esfaquear irmãs em Manaus alega que ela agiu em legítima defesa
A suspeita de esfaquear duas irmãs no bairro Flores, em Manaus, alega ter agido em legítima defesa. A família da acusada afirma que as vítimas iniciaram a agressão, o que é negado pelas vítimas, que apontam premeditação. A Polícia Civil do Amazonas investiga o incidente.
Tucupi

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Um grave incidente de violência registrado em um residencial no bairro Flores, na capital amazonense, Manaus, mobilizou a Polícia Civil após duas irmãs serem esfaqueadas. A principal suspeita do ataque, identificada como Islane Santos João, sustenta, através de sua família, que sua reação foi motivada pela legítima defesa, o que coloca sua versão em confronto direto com o relato das vítimas. A família da suposta agressora procurou a imprensa para detalhar a narrativa de Islane, argumentando que ela apenas reagiu a uma emboscada e agressão física iniciada pelas duas irmãs feridas, configurando um cenário onde a autodefesa foi acionada em meio a um conflito de alta tensão.
De acordo com a versão apresentada pelos familiares da acusada, o desentendimento teve seu estopim quando Islane acompanhava um eletricista que realizava reparos elétricos no local. A família alega que, assim que chegaram, as vítimas confrontaram Islane de maneira hostil e agressiva, desencadeando a discussão e, subsequentemente, o ataque físico. A irmã da suspeita afirmou que uma das vítimas teria utilizado uma garrafa de vidro, objeto que estaria visível em imagens de monitoramento, para golpear a cabeça de Islane. Este ato, conforme a defesa informal apresentada, teria sido o fator determinante para a subsequente reação da suspeita, que teria então se armado com uma faca que, segundo o relato, estava em posse do profissional que prestava serviço no momento da chegada.
A alegação de premeditação, levantada pelas vítimas do esfaqueamento, é categoricamente rebatida pela família da acusada, que insiste que a faca só foi utilizada após a agressão física inicial contra Islane. O relato familiar sugere que, ao presenciar a irmã ser atingida com a garrafa e a outra vítima avançar, Islane se viu em uma situação de luta corporal iminente, forçando-a a se defender da dupla. Testemunhas citadas pela defesa informam que os vídeos de segurança indicam que a suspeita inicialmente não portava arma, reagindo apenas após ser agredida pelas duas irmãs de forma sequencial. O caso, que gerou comoção na vizinhança do bairro Flores, continua sob rigorosa análise das autoridades competentes em Manaus, com uma das vítimas já comparecendo à delegacia para formalizar seu depoimento.
A Polícia Civil do Amazonas está empenhada em coletar todas as evidências materiais, incluindo a análise minuciosa das imagens de vídeo mencionadas pela defesa, para estabelecer a verdadeira dinâmica do confronto e verificar a validade da tese de legítima defesa apresentada pela família da suspeita à luz dos depoimentos recolhidos. Enquanto uma das vítimas, Iasmiles, já prestou esclarecimentos sobre os eventos ocorridos na noite de terça-feira (30), a situação da suspeita Islane Santos João ainda carece de formalização perante as autoridades até o fechamento desta reportagem na manhã de quarta-feira (31). A sociedade amazonense aguarda o desfecho das investigações para compreender integralmente a escalada de violência que culminou no esfaqueamento das duas irmãs na zona da capital.
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