Vídeo mostra confusão familiar minutos antes da morte de borracheiro em Manaus; defesa nega motivação religiosa
Um vídeo divulgado, supostamente pelo autor do esfaqueamento fatal de um borracheiro em Manaus, Sidney, revela uma confusão ocorrida minutos antes do crime, visando refutar a alegação inicial de que o homicídio teria sido motivado por intolerância religiosa. A família do suspeito alega que a vítima iniciou uma agressão física ao invadir uma churrascaria vizinha, configurando legítima defesa. Sidney faleceu após ser esfaqueado quatro vezes.
Tucupi

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Um novo elemento surgiu no inquérito sobre a morte do borracheiro Sidney, em Manaus, com a divulgação de um vídeo que supostamente antecedeu o fatal esfaqueamento. As imagens, que teriam sido liberadas pelo próprio suspeito do crime, indicam um cenário de confronto físico minutos antes do desfecho violento, com o objetivo de descaracterizar a narrativa inicial de que o motivo do assassinato teria sido intolerância religiosa. A versão defendida pela família do autor sugere que a vítima atravessou a Avenida Camapuã para confrontar o proprietário de uma churrascaria vizinha, gerando uma briga corporal que culminou na reação fatal. Este contexto apresentado pelas imagens busca invalidar o depoimento da esposa da vítima, que sustentou que o agressor teria reagido agressivamente a um louvor gospel que estaria tocando na borracharia no momento do incidente, criando um clima de tensão religiosa.
A alegação da defesa é que a menção à música gospel seria uma narrativa falsa utilizada para mascarar a verdadeira causa do desentendimento, que estaria estritamente ligada ao comportamento agressivo demonstrado pela vítima ao invadir o comércio alheio. O vídeo, ao mostrar Sidney envolvido em uma confusão dentro do ambiente comercial vizinho, é usado como prova de que a situação evoluiu de uma altercação verbal para um confronto físico, justificando a ação subsequente dos envolvidos como uma resposta à invasão e à agressão inicial. A família do foragido insiste que a motivação foi puramente a reação à violência corporal iniciada por Sidney, e não qualquer perseguição ou aversão a práticas religiosas, uma linha de investigação que ganhou força com o material audiovisual apresentado como evidência.
Independentemente da motivação em disputa, o desfecho foi trágico: Sidney foi atingido por quatro perfurações e, apesar dos esforços médicos no Hospital Platão Araújo, não resistiu aos ferimentos, falecendo na noite de quinta-feira. A polícia civil do Amazonas segue na investigação do caso, que mobilizou a opinião pública local dada a natureza do crime em meio a discussões sobre polarização social na capital amazonense. Até o momento, o autor das facadas permanece foragido da justiça, e as autoridades buscam conciliar as diferentes versões apresentadas com as evidências forenses e o conteúdo do vídeo divulgado para esclarecer completamente a dinâmica dos fatos ocorridos na zona de Manaus, conforme noticiado pelo Portal do Holanda.
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