São Paulo Registra Recorde de Temperatura do Ano no Natal, Batendo Máxima Histórica de Dezembro
A cidade de São Paulo atingiu 35,9°C no dia de Natal, configurando a maior temperatura registrada no ano e estabelecendo um novo recorde histórico para o mês de dezembro desde 2004. O calor extremo afeta toda a região Sudeste, com o Rio de Janeiro alcançando 40,1°C. Meteorologistas preveem a continuidade das altas temperaturas na região nos próximos dias.
Tucupi

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A capital paulista enfrentou um Natal atipicamente escaldante, registrando o dia mais quente de 2025 até então. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmam que os termômetros alcançaram a marca de 35,9°C, superando a máxima anterior de 35,1°C, que havia sido observada em outubro. Este evento de calor extremo não se limitou a uma única estação; o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura indicou que a média de temperatura registrada em todas as estações da cidade atingiu 35,6°C, o que consolida o valor como o mais alto para o mês de dezembro desde que as medições detalhadas foram iniciadas em 2004. O pico exato de 35,9°C foi verificado às 16h na estação meteorológica do Mirante de Santana, localizada na Zona Norte da cidade, embora medições municipais apontem que bairros como a Mooca podem ter chegado a impressionantes 38,8°C no mesmo período, ressaltando a variação térmica existente dentro da vasta metrópole paulistana.
Este cenário de calor intenso é atribuído à persistente atuação de uma massa de ar quente e úmido que se mantém estável sobre as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, conforme os boletins meteorológicos divulgados recentemente. A previsão atual indica que essa condição de tempo seco, com dias predominantemente ensolarados e temperaturas significativamente acima da média climatológica esperada para o final de dezembro, deve se estender pelas próximas 48 a 72 horas. Os cientistas alertam que o recorde recém-estabelecido pode ser novamente quebrado em breve, com projeções apontando máximas que podem chegar a 37°C já no início da semana seguinte. A sexta-feira após o Natal, segundo as projeções, manterá a tendência de aquecimento, caracterizada por madrugadas com sensação de abafamento e temperaturas que facilmente ultrapassarão os 34°C durante o dia, possivelmente seguidas por chuvas isoladas geradas pela brisa marítima no final da tarde, numa tentativa de alívio térmico.
Enquanto São Paulo lida com a quebra de recordes anuais, outras capitais localizadas na mesma região Sudeste também sentem o rigor da onda de calor. No Rio de Janeiro, a situação climática se mostrou ainda mais severa, com a estação de Guaratiba registrando a temperatura máxima de 40,1°C. Este valor iguala o pico registrado no dia 6 de outubro e marca a segunda ocasião na semana em que a capital fluminense ultrapassa a barreira dos 40 graus Celsius. Embora o recorde absoluto para o ano carioca ainda permaneça em 44,0°C, atingido em fevereiro, a repetição de dias tão quentes no final do ano levanta preocupações sobre os impactos diretos na saúde pública e no meio ambiente das grandes aglomerações urbanas. Tais notícias sobre extremos de calor no Sudeste, embora centradas em São Paulo e Rio, demonstram padrões climáticos extremos que exigem monitoramento contínuo das autoridades e atenção da população em todo o país.
Diante do cenário de temperaturas elevadas e da probabilidade de novos recordes serem estabelecidos nos próximos dias, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/brasil/com-359oc-cidade-de-sp-tem-o-dia-mais-quente-do-ano-e-bate-recorde-historico-em-dezembro/), é imperativo que os cidadãos acompanhem rigorosamente os comunicados emitidos pelos órgãos oficiais de meteorologia e defesa civil, principalmente ao organizar atividades que exijam exposição prolongada ao sol e ao calor.
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