Novo Salário Mínimo de R$ 1.621 Injetará R$ 81,7 Bilhões na Economia, Estima Dieese
O Dieese estima que o novo salário mínimo de R$ 1.621, a ser implementado a partir de fevereiro, injetará R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. Este reajuste impactará diretamente 61,9 milhões de brasileiros, incluindo aposentados, pensionistas e trabalhadores formais e informais. O cálculo do aumento combina a inflação (INPC) com o crescimento do PIB limitado a 2,5%, conforme o novo arcabouço fiscal.
Tucupi

Destaque
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) projeta um impacto significativo na economia nacional com a implementação do novo salário mínimo, fixado em R$ 1.621. Estima-se que essa elevação injetará um volume de R$ 81,7 bilhões no mercado, um montante que deve aquecer o consumo e influenciar a arrecadação, mesmo em um cenário fiscal que impõe restrições mais rígidas ao orçamento federal. Este reajuste, previsto para começar a ser pago em fevereiro, representa um incremento nominal de 6,79% sobre o valor vigente, seguindo as diretrizes da política permanente de valorização do piso nacional, um tema de interesse central para a dinâmica econômica de todos os estados.
A abrangência desse aumento é notável, atingindo diretamente a renda de aproximadamente 61,9 milhões de cidadãos brasileiros, conforme detalhamento feito pelo Dieese. Deste universo, uma fatia considerável é composta por 29,3 milhões de beneficiários do INSS, entre aposentados e pensionistas, cujos rendimentos são atrelados ao valor do piso. Além disso, o reajuste favorece 17,7 milhões de celetistas, 10,7 milhões de trabalhadores autônomos, 3,9 milhões de empregados domésticos e 383 mil empregadores. A injeção de recursos em um patamar tão amplo sugere um aumento imediato no poder de compra das classes de menor renda, o que pode gerar um efeito multiplicador nas vendas de bens e serviços, um fator crucial para o consumo interno e a distribuição de renda, segundo o Departamento.
A metodologia de cálculo do reajuste segue o estabelecido pela Lei 14.663, de agosto de 2023, que combina a variação integral da inflação (INPC, projetada em 4,18% para o período) com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, o crescimento real do PIB para o cálculo está sendo mitigado, limitado ao teto de 2,5% imposto pelo novo arcabouço fiscal. Essa limitação, embora garanta o controle das despesas obrigatórias do governo federal, moderou o aumento que seria puramente baseado no crescimento econômico, resultando em um acréscimo nominal de R$ 103. A sustentabilidade fiscal, portanto, equilibra-se com a necessidade de promover a dignidade salarial, gerando repercussões orçamentárias importantes, como o aumento de R$ 39,1 bilhões nos gastos da Previdência em 2026. As informações detalhadas sobre estes impactos econômicos foram divulgadas com base em análises do Dieese, citadas pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/novo-salario-minimo-injetara-r-817-bi-na-economia-estima-dieese/).
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