Congonhas Recebe Sinal Verde para Iniciar Operação de Voos Internacionais a Partir de 2028

A concessionária Aena confirmou ter recebido um parecer favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) para iniciar o processo de internacionalização do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O objetivo é começar a operar voos internacionais regulares de curta e média distância, focados na América do Sul, a partir de 2028. Esta decisão, fundamentada na Política Nacional de Aviação Civil, visa aumentar a conectividade econômica do país, e sua concretização depende da conclusão da modernização do aeroporto e de outras aprovações regulatórias. A potencial reconfiguração da malha aérea nacional pode gerar impactos logísticos, incluindo possíveis reflexos nas rotas que servem a região amazônica.

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Congonhas Recebe Sinal Verde para Iniciar Operação de Voos Internacionais a Partir de 2028
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A infraestrutura aeroportuária brasileira está prestes a vivenciar uma mudança substancial, dado que o Aeroporto de Congonhas, um dos terminais mais estratégicos e movimentados do Brasil, localizado no centro nevrálgico de São Paulo, recebeu uma aprovação preliminar crucial para sediar voos internacionais. A concessionária Aena anunciou que obteve uma manifestação favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), órgão ligado ao Ministério de Portos e Aeroportos, no que tange à internacionalização do terminal SBSP. Este aval técnico positivo foi formalizado por meio de um ofício, o qual cita como alicerce a Política Nacional de Aviação Civil (Pnac), diretriz que incentiva o fomento ao trânsito internacional de passageiros e cargas como um mecanismo de propulsão para o desenvolvimento do setor aéreo nacional. A assinatura do documento pela secretária nacional substituta de Aviação Civil, Clarissa Costa de Barros, sinaliza que o pleito da Aena passou com sucesso pela análise das áreas técnicas da agência reguladora, pavimentando o caminho para as próximas etapas burocráticas. As expectativas da Aena para a operação internacional em Congonhas são claras e ambiciosas, visando a implementação de voos internacionais regulares de passageiros já no ano de 2028. Inicialmente, o foco operacional estará restrito a voos com destinos de curta e média distância dentro do continente sul-americano. É fundamental notar, no entanto, que a efetivação deste plano depende da aprovação em múltiplas fases subsequentes junto a outros órgãos reguladores, conforme detalhado pela concessionária. Kleber Meira, diretor executivo de Congonhas, enfatizou a relevância estratégica desta iniciativa, argumentando que a criação de um aeroporto internacional central, que combine eficiência operacional e pontualidade na maior metrópole do Hemisfério Sul, representará um "salto significativo em conectividade, desenvolvimento econômico e integração regional". Essa reestruturação, embora centrada no eixo Sudeste, tem o potencial de alterar substancialmente os fluxos aéreos domésticos e internacionais, com repercussões que inevitavelmente alcançarão outras capitais importantes, como Manaus, em termos de conexões de passageiros e demanda logística. É pertinente recordar o histórico controverso da operação internacional em Congonhas; este terminal teve sua capacidade internacional vedada em 1985 com a consolidação de Guarulhos (Cumbica), permitida por um breve período em 1992, e subsequentemente proibida novamente. Além dos voos regulares previstos para 2028, a Aena já manifestou a intenção de retomar as operações de voos executivos internacionais no local já em 2026, uma modalidade que está suspensa desde 2008. A plena viabilidade dos novos voos comerciais dependerá criticamente da conclusão das obras do novo terminal de passageiros, cuja inauguração está agendada para junho de 2028, data em que a atual área de embarque remoto perderá sua função específica. A expectativa de maior integração regional catalisada por Congonhas pode, a médio prazo, impulsionar a demanda por malhas aéreas mais robustas conectando o Sudeste a áreas vitais como a Amazônia, o que exige um acompanhamento rigoroso das agências reguladoras sobre o impacto potencial na capacidade operacional de outros hubs importantes, como o Aeroporto Internacional de Manaus. (Fonte: Jornal de Brasília - {url})

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