Petrobras Anuncia Redução de 9,4% no Preço do Querosene de Aviação (QAV) a Partir de Janeiro
A Petrobras confirmou uma redução de 9,4% no preço médio de venda do Querosene de Aviação (QAV) a partir de 1º de janeiro, o que representa uma queda de R$ 0,34 por litro em relação a dezembro. Esta nova cotação dá continuidade a uma tendência de baixa acumulada de 35,2% (R$ 1,79/litro) desde dezembro de 2022, seguindo as flutuações do mercado internacional do petróleo Brent. A medida impacta diretamente os custos operacionais do setor aéreo em todo o Brasil, inclusive nas rotas que servem o Amazonas.
Tucupi

Destaque
A Petrobras anunciou oficialmente uma nova redução substancial nos custos operacionais destinados ao setor aéreo nacional, com a implementação de um corte de 9,4% no preço médio de venda do Querosene de Aviação (QAV) direcionado às distribuidoras, efetivo a partir do primeiro dia de janeiro. Este ajuste representa uma diminuição imediata de R$ 0,34 por litro quando comparado aos valores praticados no mês anterior. A estatal reiterou, por meio de uma nota divulgada na última sexta-feira, dia 2, que esta decisão acompanha a tendência de forte desvalorização do insumo observada ao longo do ano findo, culminando em uma queda acumulada de 35,2% desde dezembro de 2022, o que se traduz em uma economia total de R$ 1,79 por litro para o mercado.
Essa política de reajuste de preços da Petrobras está intrinsecamente ligada às dinâmicas e flutuações do mercado internacional de energia, uma correlação que ficou evidente no momento do anúncio, visto que o barril de petróleo tipo Brent estava sendo negociado em patamares mais baixos. Para regiões cuja dependência do modal aéreo é alta, como os estados da Região Norte, notadamente o Amazonas e sua capital, Manaus — um polo logístico vital que depende do transporte aéreo para o fluxo de passageiros e cargas —, estas reduções no QAV são cruciais. Elas podem proporcionar um alívio significativo nos custos fixos e variáveis das companhias aéreas que mantêm a malha de voos regionais e nacionais, potencialmente influenciando a estabilidade das tarifas oferecidas ao público.
É imperativo notar que a comercialização do QAV realizada pela Petrobras é exclusiva para as distribuidoras, que funcionam como intermediários antes que o combustível chegue, de fato, aos consumidores finais nos diversos aeroportos brasileiros. Essas empresas são as responsáveis pela complexa logística de transporte, pelo armazenamento nas bases aeroportuárias e, fundamentalmente, pelos serviços diretos de abastecimento das aeronaves. Consequentemente, o repasse integral e imediato desses descontos para o usuário final do serviço aéreo depende diretamente da margem de lucro estabelecida e das estruturas de custo adotadas pelas próprias distribuidoras e revendedoras que operam nos terminais aéreos em todo o país, incluindo os da área de Manaus.
Apesar de não ser um tema de polarização política imediata, a gestão dos preços de combustíveis essenciais como o QAV constitui um fator macroeconômico de peso, afetando a inflação geral, a competitividade do setor de turismo e o custo da logística de fretes aéreos, elementos vitais para a integração econômica de estados geograficamente mais isolados como o Amazonas. A manutenção dessa política de alinhamento com os preços internacionais, que fundamenta esta redução, será monitorada de perto pelos operadores aéreos ao planejarem suas futuras tarifas e a frequência de suas operações, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/petrobras-reduz-qav-em-94-a-partir-de-1o-de-janeiro-ou-menos-r-034-litro-contra-dezembro/).
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