Greve Nacional dos Petroleiros Entra no 4º Dia com Adesão em 28 Plataformas Offshore, Segundo a FUP
A greve nacional dos petroleiros, coordenada pela FUP, entrou em seu quarto dia, com a adesão atingindo 28 plataformas offshore, além de refinarias, unidades da Transpetro e outras instalações. A paralisação é motivada pela falta de acordo no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A Petrobras afirma que não houve impacto na produção até o momento, mas a FUP mantém a paralisação por tempo indeterminado.
Tucupi

Destaque
A paralisação nacional deflagrada pelos petroleiros, sob a coordenação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), alcançou seu quarto dia consecutivo, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília. A entidade sindical reporta uma adesão expressiva, destacando que 28 plataformas localizadas na Bacia de Campos estão em greve, com 100% de participação dos trabalhadores. Além disso, o movimento abrange uma vasta infraestrutura da cadeia de petróleo e gás, incluindo nove refinarias, treze unidades da Transpetro, quatro termelétricas e duas usinas de biodiesel. A abrangência territorial do protesto se estende também a campos de produção terrestre na Bahia, unidades de tratamento de gás e compressão, e a sede administrativa da Petrobras em Natal, Rio Grande do Norte. Este cenário de paralisação em infraestruturas críticas levanta preocupações sobre a continuidade do fornecimento de combustíveis e energia no país, embora a Petrobras insista que a produção segue normalizada.
A Petrobras, em sua manifestação oficial, confirmou a ocorrência de manifestações em suas unidades desde o início da paralisação na última segunda-feira, mas manteve uma postura de minimização dos impactos. A estatal assegura que suas equipes de contingência foram devidamente mobilizadas para assegurar a manutenção das operações, garantindo que não haverá prejuízos substanciais na produção de petróleo e gás nem no abastecimento do mercado nacional. No entanto, a FUP sustenta que o movimento continuará por tempo indeterminado até que haja avanços concretos nas negociações relativas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), visto que a proposta apresentada pela companhia no dia 9 não foi aceita pela categoria. Este impasse sindical em um setor estratégico para a economia nacional exige atenção, dado que a Bacia de Campos, apesar de seu declínio produtivo histórico, permanece vital para o portfólio da empresa.
Embora as informações diretas sobre reflexos imediatos no Amazonas e em Manaus não estejam explícitas na matéria, a interrupção de atividades em refinarias e unidades de processamento em nível nacional carrega o potencial de desestabilizar as cadeias de suprimentos regionais, que dependem do fluxo de derivados de petróleo. A greve afeta diretamente a logística de distribuição de combustíveis, um fator sensível para a mobilidade urbana e o transporte de cargas na região Norte, historicamente dependente de modais logísticos complexos. A mobilização em larga escala em infraestruturas como a da Transpetro, responsável pelo transporte de gás natural e derivados, pode indiretamente pressionar o fornecimento energético em diversos estados brasileiros. É crucial acompanhar as próximas movimentações da FUP e as contrapropostas da Petrobras para avaliar o risco de escalonamento dos efeitos para o Norte do país, conforme detalhado em https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/greve-nacional-dos-petroleiros-entra-no-4o-dia-com-adesao-em-28-plataformas-offshore-diz-fup/.
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