Protesto em Manaus: Familiares de Borracheiro Morto a Facadas Exigem Prisão de Empresário que se Entregou
Familiares e amigos do borracheiro Sidney da Silva Pereira, assassinado a facadas em Manaus pelo dono de uma churrascaria, realizaram um protesto na frente da DEHS exigindo a prisão imediata do suspeito, Diogo Marcel Dill, que se entregou alegando legítima defesa após uma discussão sobre volume de som.
Tucupi

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Familiares e amigos do borracheiro Sidney da Silva Pereira, assassinado a facadas na véspera de Natal na zona Norte de Manaus, realizaram um protesto vigoroso na manhã desta segunda-feira (29) em frente à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). O ato foi convocado um dia após a rendição do principal suspeito do crime, o empresário Diogo Marcel Dill, proprietário da Churrascaria O Costelão. Os manifestantes, munidos de cartazes com frases contundentes como “Justiça pelo pai de família” e “Assassino merece prisão”, clamavam pela detenção imediata do suspeito, visivelmente insatisfeitos com a entrega voluntária que ocorreu no domingo anterior, o que, em sua visão, enfraquece a narrativa de autodefesa apresentada pela defesa do acusado. A indignação popular reflete o desejo por uma resposta rigorosa das autoridades após o fatal desentendimento ocorrido na Avenida Camapuã.
O conflito que culminou na morte de Sidney, de 36 anos, teria se iniciado por uma discussão acalorada relacionada ao volume da música que a vítima ouvia em seu estabelecimento comercial. Segundo relatos iniciais à polícia, a divergência escalou rapidamente para agressões físicas, momento em que Diogo Marcel Dill, conhecido localmente como “Gaúcho”, teria sacado uma faca e desferido múltiplos golpes contra o trabalhador. Sidney chegou a receber socorro e foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos graves e faleceu no final da tarde do dia 25 de dezembro. A manifestação desta segunda-feira serviu para reforçar o apelo da comunidade por uma apuração minuciosa que consiga desvendar se a reação do empresário foi desproporcional ou se realmente se enquadra na excludente de ilicitude de legítima defesa, como alega sua defesa técnica.
A família da vítima tem rejeitado veementemente as tentativas da defesa de construir um histórico criminalizador contra Sidney, especialmente após a circulação de vídeos antigos que supostamente tentariam demonstrar um comportamento agressivo anterior da vítima. Durante o protesto, parentes defendiam Sidney, argumentando que ele agia em defesa de sua companheira em ocasiões passadas e que tais fatos passados não poderiam justificar a perda de sua vida de forma tão brutal. A mãe de Sidney insiste que o filho estava apenas em seu local de trabalho, ouvindo música gospel, quando foi alvo de um ataque desproporcional, recebendo pelo menos quatro facadas fatais. A DEHS, por sua vez, assegurou que as investigações continuam em pleno andamento, focando na análise das provas periciais e nos depoimentos colhidos para validar ou refutar a alegação de legítima defesa por parte do empresário.
Este trágico episódio, que marcou negativamente o período natalino na região Norte de Manaus, permanece sob intensa vigilância da opinião pública local, que exige transparência total no processo investigativo. A comunidade está agora focada nos desdobramentos finais da perícia criminal e na decisão que a Delegacia de Homicídios tomará sobre a motivação exata do ataque e a proporcionalidade da força empregada pelo empresário contra o borracheiro. A população aguarda ansiosamente um posicionamento oficial sobre se o suspeito permanecerá sob custódia ou se responderá ao processo em liberdade, em função da forte pressão social pela sua manutenção detido. (Fonte: CM7 Brasil)
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