PMI Industrial do Brasil Cai para 46,7 em Dezembro, Sinalizando Oitavo Mês de Deterioração
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Industrial do Brasil caiu para 46,7 pontos em dezembro, recuando de 48,8 em novembro, marcando o oitavo mês consecutivo de contração na atividade. A fraqueza da demanda continua sendo o principal entrave, apesar da redução de preços pelos fabricantes. Especialistas preveem que uma recuperação sustentável só deve ocorrer no final de 2026, enquanto as empresas focam em corte de custos e gerenciamento de estoques.
Tucupi

Destaque
A saúde do setor industrial brasileiro demonstrou sinais de aprofundamento na desaceleração ao final do ano passado, conforme revelado pelo Índice de Gerentes de Compras (PMI). A S&P Global divulgou que o indicador caiu para 46,7 pontos em dezembro, um recuo em relação aos 48,8 pontos registrados em novembro. Este movimento marca o oitavo mês consecutivo em que o PMI permanece abaixo do limiar de 50,0 pontos, patamar que separa expansão de contração da atividade econômica. Além disso, a intensidade dessa queda em dezembro foi a mais acentuada observada desde setembro, sinalizando um cenário de persistente fragilidade na produção nacional, o que merece atenção especial das autoridades econômicas federais e estaduais, incluindo o Amazonas.
A análise detalhada fornecida pela S&P Global, através de sua Diretora Associada de Economia, Pollyanna de Lima, aponta para a persistência da queda generalizada na demanda como o principal fator limitante para a indústria brasileira. Mesmo com os fabricantes tendo implementado reduções em seus próprios preços na tentativa de estimular o consumo, a resposta do mercado tem sido insuficiente para reverter o quadro negativo. Lima ressalta que as perspectivas de uma recuperação imediata no curto prazo são escassas. O único alento no panorama de dezembro foi um ligeiro aumento na confiança dos negócios, um sentimento que, contudo, está umbilicalmente ligado à esperança de uma futura melhora nas tendências de demanda e, crucialmente, à expectativa de cortes nas taxas básicas de juros pela autoridade monetária. Tais fatores são vitais para a retomada do investimento industrial em todo o país, impactando diretamente a cadeia produtiva.
Diante deste cenário de contração prolongada, as empresas industriais têm adotado medidas cautelosas para gerenciar seus balanços e custos operacionais. Segundo os dados da pesquisa, os produtores estão concentrando seus esforços na redução de estoques acumulados e na contenção de despesas através de uma combinação de medidas, como a contenção na contratação de pessoal e a aquisição mínima necessária de matérias-primas essenciais para a produção. A projeção dos especialistas sugere que qualquer sinalização clara de recuperação robusta no setor industrial deve ser postergada para os meses finais do ano de 2026, indicando um período de ajuste lento e gradual. Este panorama macroeconômico exige monitoramento rigoroso, especialmente em regiões como o Amazonas, cuja economia possui forte dependência do setor industrial e da Zona Franca de Manaus, pois a fragilidade nacional pode agravar desafios regionais específicos, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília (https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/economia/pmi-industrial-do-brasil-cai-a-476-em-dezembro-de-488-em-novembro-diz-sp-global/).
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