Hacker Preso Coordena Fuga de Quatro Detentos em BH com Uso de Alvarás Falsos no Sistema do CNJ

Quatro detentos fugiram de um presídio em Belo Horizonte (MG) utilizando alvarás de soltura falsificados, coordenados por um hacker que já estava preso por fraudes eletrônicas. A fuga explorou o sistema do CNJ, mas o órgão negou violação estrutural, alegando uso fraudulento de credenciais.

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Quatro indivíduos conseguiram evadir-se do sistema prisional em Belo Horizonte, Minas Gerais, após utilizarem documentos de liberação falsificados, configurando um grave incidente de segurança no sistema carcerário estadual. A fuga, que ocorreu no último sábado, 20 de dezembro [Note: assuming date context from summary/text], só foi parcialmente resolvida até a noite de terça-feira, 23 de dezembro, com a recaptura de apenas um dos foragidos, deixando três indivíduos ainda em liberdade. As investigações subsequentes revelaram um sofisticado esquema de fraude que envolveu um detento que já estava sob custódia por crimes cibernéticos, indicando uma possível operação coordenada de dentro para fora do sistema de justiça. Este detento, identificado como um hacker de alta periculosidade, seria o mentor da ação, evidenciando a crescente preocupação com a vulnerabilidade de sistemas de gestão prisional e judicial a ataques digitais complexos e orquestrados por indivíduos já sob custódia. O método empregado pelos criminosos foi a inserção de alvarás de soltura fraudulentos diretamente no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), uma ferramenta crucial mantida sob a gestão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Minas Gerais confirmou a instauração de procedimentos administrativos internos para apurar detalhadamente a falha que permitiu que as ordens de liberação, supostamente emitidas pela Justiça, fossem acatadas sem a devida verificação no sistema prisional local. Os nomes dos envolvidos foram divulgados pelas autoridades, sendo Ricardo Lopes de Araújo, apontado como o hacker líder da organização criminosa, um dos beneficiários diretos da fraude. Araújo havia sido recentemente preso em dezembro durante a operação “Veredicto Sombrio”, que tinha como foco desmantelar uma organização especializada em adulterar dados judiciais eletrônicos, incluindo a alteração de mandados e alvarás de soltura, com o objetivo de liberar valores bloqueados e garantir a liberdade indevida de seus membros. Em resposta à crise de segurança, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) emitiu um comunicado oficial esclarecendo que não houve uma invasão ou violação estrutural nos sistemas judiciais sob sua administração direta. O órgão ressaltou que as ocorrências se limitaram ao uso fraudulento de credenciais de acesso que foram obtidas ilicitamente por meios externos ou internos, sugerindo que o ponto de falha reside no controle e na renovação dessas credenciais, e não em uma quebra de segurança profunda da plataforma central do BNMP. O CNJ afirmou ainda que as ordens fraudulentas foram detectadas e canceladas em menos de 24 horas após a primeira liberação, com o restabelecimento imediato dos mandados de prisão e o acionamento coordenado das forças de segurança estaduais e federais para a localização e recaptura dos indivíduos foragidos. Este episódio levanta sérias questões sobre a fiscalização de credenciais de acesso em órgãos sensíveis do sistema judiciário brasileiro, cujas reverberações na segurança dos dados afetam a confiança em todo o país, conforme noticiado pelo Jornal de Brasília ({url}).

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